Associação patronal critica greve de caminhoneiros

Caminhoneiros protestam contra lei que estabelece intervalo de 11 horas de descanso para motoristas entre jornadas de trabalho; grupo fechou trânsito da Via Dutra nesta segunda-feira

Dayanne Sousa, especial para Agência Estado,

30 de julho de 2012 | 16h03

SÃO PAULO - A NTC&Logística, entidade que reúne empresas e sindicatos patronais do transporte de cargas, emitiu nota nesta segunda-feira posicionando-se contra a greve de caminhoneiros. O presidente da entidade, Flávio Benatti, pede "firmeza no cumprimento da lei" por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A greve, que começou na quarta-feira, é liderada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro. O grupo protesta contra lei que estabelece intervalo de 11 horas de descanso para motoristas entre jornadas de trabalho.

No comunicado, a NTC&Logística contesta a representatividade do movimento grevista. "As manifestações contrárias à legislação têm sido de uma minoria oportunista", diz a nota. O texto afirma que a paralisação é "lockout", um movimento organizado por empresários e não por empregados.

"Não temos dúvidas de que a ANTT seguirá atuando na defesa da regulamentação e modernização do transporte rodoviário de cargas no Brasil", diz a nota da NTC&Logística.

A manifestação dos caminhoneiros chegou a interromper o trânsito em rodovias próximas a Pelotas, no Rio Grande do Sul, e entre o Rio de Janeiro e São Paulo.

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