Associação revisa para baixo superávit da balança comercial

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou nesta quarta-feira a revisão da projeção para os resultados da balança comercial em 2006. Enquanto a instituição estimou um aumento do desempenho das exportações e importações. Contudo, o crescimento das importações deve ser maior, o que reduzirá o saldo comercial do País, segundo a Associação.As exportações deverão somar US$ 127,12 bilhões em 2006, com crescimento de 7,4% ante o ano passado. A projeção anterior da entidade era de exportações totais de US$ 122,10 bilhões no ano. No caso das importações, a AEB projeta um total de US$ 89,07 bilhões em 2006, com aumento de 21,1% ante o ano passado. A estimativa anterior era de US$ 80,32 bilhões. Com o crescimento das importações em ritmo mais acelerado do que as vendas externas, o superávit na balança comercial brasileira deverá ser 15% menor em 2006 do que no ano anterior, totalizando US$ 38,05 bilhões. A projeção anterior da AEB era de superávit de US$ 41,78 bilhões. Recorde O vice-presidente da AEB, José Augusto de Castro, analisa os dados projetados pela instituição para a balança comercial deste ano lembrando que, "a exemplo do que tem ocorrido de forma consecutiva desde 2000, também em 2006, o montante estimado de exportação de US$ 127,125 bilhões será recorde". Para ele, as importações de US$ 89,070 bilhões previstas para 2006 também serão recorde. Menos exportadoras Ainda, segundo Augusto de Castro, a quantidade de empresas exportadoras brasileiras em 2006 será menor do que em 2005, "confirmando os reflexos negativos decorrentes da valorização do real".Conforme ele, dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento mostram que, até maio, 1.015 empresas já deixaram de exportar, "situação que deve se agravar até o fim do ano, atingindo pequenas e médias empresas que não dispõem de saúde financeira para suportar os constantes prejuízos advindos da contínua valorização do real".

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