Associação tenta certificado para rastrear bovinos

A Associação Brasileira dos Criadores (ABC) vai adiar para 2003 o projeto de ser aceita como uma das certificadoras do Sistema Brasileira de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), o que significa poder fazer a rastreabilidade de bovinos, processo que vai acompanhar desde à criação até a venda da carne no varejo. Em outubro, a União Européia exigirá que toda a carne bovina exportada para a União Européia seja rastreada."Vamos esperar o novo governo para tentar negociar. Na atual administração, não conseguiremos nada. Quem sabe no próximo governo, a ABC consiga ser reconhecida como certificadora, sem cobrar pelos serviços para seus associados", afirma o presidente da entidade, Luís Alberto Moreira Ferreira.Na sexta-feira, após encontro com pecuaristas ligados à ABC em São Paulo, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, informou à associação que o pedido havia sido indeferido, disse o presidente da entidade. Ferreira afirmou que "cabe recurso administrativo" ao processo."Mas não dá mais tempo para definições nesse governo. Os técnicos do ministério ficaram três meses analisando o processo que foi indeferido na sexta-feira", disse o presidente da ABC. Segundo ele, questões burocráticas impedem que o governo aceite as associações de criadores como certificadoras. "O governo argumenta que é necessário ter um contrato social para ser considerada uma certificadora. As associações não têm contratos sociais, mas sim estatutos", disse.Segundo Ferreira, o governo argumenta que as associações são entidades de classe e que "não tem isenção para rastrear os bovinos". "Para mim, se as associações não são isentas é porque o governo considera que elas não têm honestidade para certificar os animais", afirmou. Ele disse que a ABC tem 76 anos de existência e que "as empresas certificadoras credenciadas pelo ministério foram criadas recentemente".

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