Associações e governadores defendem Rodrigues

A maioria dos oito governadores que participaram da mesa-redonda "Agricultura e Pecuária no Brasil - Crise e Soluções", realizada no Senado Federal em Brasília, elogiaram a atuação do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. De acordo com o governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, "muito pior seria se não tivéssemos o ministro Rodrigues na Agricultura".Na Agrishow Ribeirão Preto, em São Paulo, o clima também foi de elogios ao ministro. O presidente da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), Carlo Lovatelli, defendeu Rodrigues, que ontem descartou permanecer no cargo após o final deste mandato. "Eu não conseguiria agüentar o que ele (Rodrigues) agüenta no ministério; o problema político nesse governo está acima de tudo", afirmou. Rodrigues disse que "nem que a vaca tussa" ele continuará no cargo a partir de 2007 durante O presidente da Abag afirmou que a crise na agricultura seria pior se o ministro não fosse Rodrigues. "A competência técnica dele ninguém questiona, mas a crise não é da sua alçada", disse Lovatelli. "O pior é que o governo sabe que o agricultor vai dar a volta e ainda especula em cima da crise; aí continuamos com a imagem de pidões", criticou.O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Newton Mello, reforçou os elogios a Rodrigues e disse que o ministro "evitará até o final do seu mandato desastres piores como os que ele evitou até agora". Mello disse que o ministro da Agricultura conta com o apoio e a confiança do setor de máquinas agrícolas da Abimaq e é "um dos poucos desenvolvimentistas" dentro do governo. "Acho que ele (Rodrigues) vai cumprir o papel dele, mas sair antes da hora, jamais", concluiu Mello. Mal estar Já o presidente da Central das Associações de Produtores Rurais, José Lázaro da Silva, demonstrou opinião diferente das Associações e provocou mal-estar entre os participantes da reunião. Ele interrompeu o discurso do governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, para pedir que o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, deixasse o governo. Na seqüência, o governador Rodrigues Filho pediu que o presidente da central tivesse respeito. Lázaro da Silva sentou-se.Procurado pelos jornalistas, Silva não poupou o ministro. "Roberto Rodrigues é culpado de tudo. É uma vergonha ter um ministro desses", disse. O presidente da Central justificou sua revolta dizendo que o governo Fernando Henrique Cardoso elevou as taxas de juros para 45%, mas mesmo assim garantiu preços mínimos aos agricultores. "Ele é fraco; nos envergonha; é um pelego. Está sempre nos atrapalhando. É um cara-de-pau, participando de tudo isso", completou. Segundo ele, que foi prefeito de Rio Verde, importante município agrícola de Goiás, "Rodrigues teve coragem de participar de um governo de esquerda e agora não tem coragem de sair."

Agencia Estado,

16 de maio de 2006 | 15h51

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