Assolada por NY e Petrobrás, Bovespa tem perda de 2,02%

O mercado resgatou ontem o nervosismo, diante de mais indicadores da debilidade da economia norte-americana. Além do choque com o tombo do índice de atividade regional do Federal Reserve de Dallas em agosto, de 4,9 para -0,1, o dado fraco da renda pessoal em julho, com alta de apenas 0,2%, também decepcionou, reforçando o pressentimento ruim para o relatório de emprego de agosto que será divulgado na sexta-feira. As bolsas em Nova York recuaram mais de 1%, mas a Bovespa foi além e perdeu 2,02%, aos 64.260,79 pontos, sob o peso negativo das ações da Petrobrás - o papel PN desabou 4,18%. O desempenho refletiu o desânimo do investidor em relação ao processo de capitalização da estatal, pautado por muita especulação e informações desencontradas, sobretudo em relação ao preço do barril que servirá para a cessão onerosa da União para a companhia.

Cenário: Sueli Campo, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2010 | 00h00

Os papéis da Vale também ajudaram a deprimir a Bovespa. A ON caiu 2,63% e a PNA declinou 2,98%. Desde a semana passada, os investidores têm revelado desconforto com rumores sobre uma possível mudança no comando da mineradora.

Tanto aqui quanto em Wall Street a desmotivação do mercado tem sido denunciada pelo parco volume negociado. A Bolsa de Nova York teve ontem o menor giro do ano, enquanto a bolsa brasileira movimentou apenas R$ 4 bilhões.

A aversão ao risco fortaleceu o dólar ante as principais moedas, como o real e o euro, exceto o iene. No Brasil, a moeda norte-americana encerrou com valorização de 0,40%, cotada a R$ 1,760. Os juros futuros apontaram ligeiro avanço, com o contrato para janeiro de 2012 projetando taxa de 11,43%.

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