Astrologia e economia apontam para um 2012 difícil

Analistas e economistas de correntes diversas são unânimes em prever que a atual crise financeira global está longe de acabar. E não são apenas as estatísticas e as projeções econômicas que apontam nessa direção. No céu, mais especificamente no trânsito dos planetas, objeto de estudo da astrologia, também pode ser encontrada a resposta que corrobora as previsões menos otimistas. "O mesmo céu que regeu o período da grande depressão econômica advinda do crash da Bolsa de Nova York (em 1929) está regendo o céu na atualidade, desde a quebra do Lehman Brothers (em 2008)", diz o astrólogo Ivan Freitas.

ELIZABETH LOPES E FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

20 de outubro de 2011 | 17h41

E quem aposta em dias ainda mais voláteis e de fortes emoções para o mercado financeiro pode encontrar um aliado na astrologia. Segundo Freitas, a mesma quadratura que estava no céu no dia da quebra da Bolsa de Nova York, em 29 de outubro de 1929, conhecida como "Black Tuesday", volta a se repetir, 83 anos depois: "No céu daquela terça-feira de 1929, o planeta Urano, que é responsável pelas mudanças drásticas e repentinas e move as situações críticas, estava a 08º22'' do signo de Áries, num forte aspecto astrológico negativo (quadratura) com o planeta Plutão, que transforma as estruturas de poder (neste caso, o poderio econômico). Este foi o gatilho para a grande crise financeira e bancária do final dos anos 20. E exatamente no dia 23 de junho do ano que vem Urano estará no mesmo 08º22'' do signo de Áries e novamente em quadratura com Plutão."

Ivan Freitas, que é especialista em Astrologia Mundial, disciplina que estuda a influência do trânsito dos planetas nos eventos históricos que marcam gerações e nações, destaca que esse aspecto astrológico (de Urano e Plutão) poderá ser ativado um pouco antes ou depois de 23 de junho de 2012. "O que é correto afirmar, do ponto de vista astrológico, é que essa quadratura será ativada, de uma forma ou de outra. Podemos dizer que é o som frio da inevitabilidade ecoando no horizonte, ou a espiral da vida, em seu interminável movimento cíclico", reitera Freitas, corroborando a opinião de economistas de que teremos ainda dias de fortes emoções no mercado financeiro.

ESCRITO NAS ESTRELAS - Se o tal alinhamento dos astros terá ou não poder para influenciar o mercado e a economia mundial, os economistas preferem não opinar. Mesmo que para eles não esteja escrito nas estrelas, as suas planilhas já começam a prever que se o crescimento econômico chinês desacelerar, a crise global tende a se acirrar ainda mais. O diretor do Departamento de Pesquisas Macroeconômica do Bradesco e especialista em China, Octavio de Barros, disse que ao contrário de 2008, quando a China exerceu um papel anticíclico na crise financeira internacional, ela agora, em tese, representa um fator pró-cíclico, levando a um aprofundamento da crise global porque o país tem problemas complexos de inflação.

Mesmo acreditando na astrologia, sob o argumento de que as marés são regidas pela Lua e que o equilíbrio da Terra e de tudo que está sobre ela se dá pela alternância de energias no Universo, o sócio-diretor da Global Financial Advisor, Miguel Daoud, não sabe precisar a influência dos astros nos mercados. De qualquer forma, Daoud, que é outro especialista em China, lembra que o desaquecimento previsto para a economia chinesa já está provocando a queda no preço do minério de ferro. "A nossa maior exportadora, a Vale, está alterando a política de preços. Isso mostra que o Brasil vai ser atingido via câmbio e que o resto do mundo sentirá o baque da desaceleração do gigante asiático."

Para o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal, uma desaceleração no PIB da China de 9% para algo em torno de 6% a 7% (conforme algumas previsões) poderia afetar não apenas a Europa, mas também o Brasil, pelo fato do país asiático ser o maior importador mundial de commodities do Brasil. Ainda de acordo com Souza Leal, há um fator que pouca gente está comentando, mas que poderá afetar o cenário interno daquele país, que é a mudança no comando do Partido Comunista da China, em outubro de 2012. Ele lembra que isso é o equivalente a uma mudança de dinastia.

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