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Ata do Copom explica alta forte dos juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) revela, na ata de sua última reunião, divulgada há pouco, que a persistência das pressões já existentes sobre a taxa da inflação e o potencial efeito de um processo instável da depreciação da taxa de câmbio sobre os preços recomendavam um reforço da política monetária, na forma de uma "elevação significativa" das taxas de juros. Na última reunião, em 19 e 20 de junho, o Copom elevou a taxa básica de juros de 16,75% para 18,25% ao ano. Essa elevação teve como intuito realinhar a trajetória esperada da inflação às metas estabelecidas. Para este ano, a meta de inflação é de 4%, com possibilidade de alta ou baixa de dois pontos porcentuais. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é usado como parâmetro para esta avaliação. No acumulado do ano, até maio, este Índice está em 2,42%.Descontrole do câmbio A ata revela ainda que o processo de formação da taxa de câmbio nas últimas semanas sugeria um comportamento "desvinculado de seus determinantes fundamentais". Segundo os diretores do BC, essa formação da taxa de câmbio apresentava uma dinâmica própria. "A taxa sobe, porque um número cada vez maior de participantes do mercado acredita que, como subiu no passado, deverá subir no futuro".Esse processo classificado pelos diretores do BC de "auto-alimentação das expectativas de alta cambial" poderia ter "conseqüências nefastas sobre a economia" enquanto perdurasse, distorcendo assim decisões de consumo e investimento, afetando o balanço das empresas e, principalmente, alterando preços relativos e ameaçando o cumprimento das metas de inflação. "O Copom entendeu que deviam ser adotadas medidas para que a formação dos preços no mercado de câmbio deixasse de apresentar as características de uma bolha especulativa", afirma a ata do Copom. Segundo o documento, essas medidas compreendem uma elevação no custo de carregamento de "posições especulativas" e a adoção da disposição do BC de irrigar o mercado com recursos adicionais "oriundos de um reforço ao financiamento do balanço de pagamentos", com o objetivo de proporcionar uma liquidez adequada à formação das cotações e evitar a antecipação de demanda futura de dólares por "razões defensivas ou precaucionais".

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