finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Ata do Copom não indica próximo passo da Selic

A ata do Copom não trouxe grandes surpresas e manteve os analistas e investidores apreensivos sobre qual será o próximo passo da Selic, em novembro. Uma corrente, levemente majoritária, acredita que o ritmo de cortes será mantido nos 0,50 ponto percentual, mas um bom número aposta que o BC vai tirar o pé do acelerador monetário, reduzindo a taxa em apenas 0,25 ponto percentual.O economista Paulo Leme, do banco Goldman Sachs, manteve sua aposta de um corte de 25 pontos-base na Selic em novembro. Segundo ele, o teor da ata foi quase idêntico ao da anterior. "A ata foi neutra, pois não introduziu novas análises ou riscos", afirmou Leme."Acreditamos que as atas estão declarando que já estamos num mundo de relaxamento monetário mais moderado, de 25 pontos-base em cada reunião, mas excepcionalmente, com a inflação corrente e futura permitindo, o Copom poderá se permitir cortes de 50 pontos-base." Por isso, ele avalia que há uma probabilidade de 30% do Copom cortar a Selic em 50 pontos-base em sua reunião de 28 de novembro desde que as expectativas inflacionárias continuem declinando.Para 2007, o Goldman Sachs continua prevendo quatro cortes de 25 pb cada na Selic em janeiro, março, abril e maio, o que reduziria a taxa para 12,50% até junho de 2007. A partir daí, acredita que a Selic será mantida inalterada.Já o economista sênior do banco Dresdner Kleinwort, Nuno Camara, disse que a ata não sugere que o BC pode reduzir o ritmo de cortes na Selic, "Os diretores do BC continuam desenhando um quadro benigno para a inflação e crescimento, principalmente no que se refere ao investimento", disse. "Por isso, mantemos inalterada nossa previsão de um corte de 50 pontos-base na Selic em novembro." No entanto, o analista reduziu sua previsão para a Selic no final de 2007 de 12% para 11%."O BC notou que apesar da aceleração da inflação em setembro em relação a agosto, que acreditamos que continuará em outubro, a perspectiva geral para a inflação continua positiva", disse Camara."Essa visão é sustentada pelo comportamento benigno do núcleo inflacionário e, subseqüentemente, pelo corrente declínio nas expectativas inflacionárias de curto médio e longo prazo." Além disso, observou o analista, a previsão do BC para a inflação de 2006 e 2007, usando uma cotação de R$ 2,15 para o dólar e taxas de 14,25%, caiu em relação a sua projeção em agosto passado e continua abaixo do centro da meta inflacionária."E embora os preços do petróleo continuem sendo uma fonte de volatilidade, a probabilidade de um aumento nos preços domésticos da gasolina foi reduzida substancialmente."Camara ressaltou que o BC continua tendo uma avaliação positiva do crescimento, tanto do lado da demanda como da oferta. "Além disso, as autoridades monetárias também estão positivas com o investimento", afirmou. "Isso é um bom sinal para a perspectiva da inflação."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.