Ata do Copom revela preocupação com ritmo de crescimento do País

Mais uma vez o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central mostra em suas avaliações sobre a economia brasileira que continua preocupado com o ritmo de crescimento da produção no País. Na ata da última reunião do Comitê, que decidiu elevar a Selic em 0,5 ponto porcentual - de 16,25% para 16,75% ao ano -, os diretores do BC reconhecem que os investimentos têm se recuperado, mas mostram desconforto com o contínuo aumento da utilização da capacidade de produção das fábricas.Ontem, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o nível de utilização da capacidade instalada da indústria de transformação alcançou 86,1% em outubro, a maior taxa da série completa da Sondagem Conjuntural da FGV desde janeiro de 1977 (87%), e a melhor para um mesmo mês de outubro desde 1976 (89%). Incluindo o ajuste sazonal, o indicador de capacidade de outubro fica em 85,2% e passa a ser o maior desde abril de 1995 (85,4%).No entendimento do Copom, a definição da política monetária não pode perder de vista este processo de expansão da economia. "A partir dos níveis de produção já atingidos, a política monetária precisa permanecer vigilante em relação ao ritmo de expansão adicional da demanda", destacam. O fato é que, à medida que a indústria se aproxima do patamar máximo de sua capacidade instalada, crescem as chances de pressão de alta sobre os preços, em função de uma possível oferta de produtos abaixo da demanda registrada no mercado. Estas condições afetariam o comportamento da inflação e, por isso, preocupam os integrantes do Copom.

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