Ata do Copom revela risco de alta na inflação

A Ata do Comitê de Político Monetária (Copom) divulgada nessa manhã explicou, em parte, quais foram os riscos internos para a manutenção da taxa básica de juros - Selic - em 16,5% ao ano. Trata-se da perspectiva de um impacto do aumento do salário mínimo na inflação, que não foi definido em números mas já se sabe que ele deve elevar os índices inflacionários. De acordo com apuração da editora Cristina Canas, uma pesquisa feita pelo departamento econômico do BicBanco, mostra que a alta para R$ 180 deverá somar 0,60 ponto porcentual à inflação de abril de 2001. O valor é alto, considerando-se que a meta inflacionária de 2001 é de 4%. Além do salário mínimo, a inflação de abril de 2001 também poderá ser pressionada por um novo aumento de combustíveis, já que está previsto o ajuste trimestral dos preços de derivados de petróleo.De todo modo, embora tenha alertado para o aumento do mínimo, a ata do Copom manteve as indicações positivas sobre a inflação. Segundo o documento, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2000 deve ficar um pouco acima da meta - de 6% -, mesmo considerando-se o novo reajuste dos combustíveis. Para 2001, o Copom manteve a projeção de inflação. Em relação aos riscos externos, a Ata ainda destaca a pressão do petróleo, que pode reduzir o crescimento mundial em 2001; e incertezas nos EUA, quanto à desaceleração da economia norte-americana. A Ata também mantém a previsão de que os juros norte-americanos continuarão estáveis.Veja a abertura do dia no mercado de câmbio e jurosO dólar comercial abriu cotado a R$ 1,9530 na ponta de venda dos negócios e há pouco era vendido a R$ 1,9590 - alta de 0,05% em relação aos últimos negócios de ontem. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - começam o dia pagando juros de 18,060% ao ano, frente a 17,980% ao ano registrados ontem.

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