Ata do Copom sinaliza queda dos juros; petróleo preocupa

A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgada hoje sinaliza que os juros poderão cair já na próxima reunião, dias 13 e 14 de setembro. A principal novidade é a retirada da expressão "perspectiva de manutenção de juro por tempo suficientemente longo".Apesar de não prever aumento para o combustíveis este ano, os diretores do Banco Central manifestaram preocupação com os seguidos aumentos no preço do petróleo no mercado internacional, o que poderá comprometer a inflação no futuro. O texto ressalta que a atividade econômica deve continuar em expansão, num ritmo compatível com as condições de oferta. A ata afirma que os efeitos do ciclo de aumento da Selic, iniciado em setembro de 2004, continuam sendo sentidos tanto nos resultados recentes da inflação como nas projeções de inflação. "Tal como na reunião de julho, o Copom enfatiza que o principal desafio da política monetária é garantir a consolidação dos desenvolvimentos favoráveis que se antecipam para o futuro", diz a ata da reunião em que os juros foram mantidos em 19,75%. Sobre o petróleo, o Comitê de Política Monetária (Copom) afirma que há "elementos especulativos" na alta dos preços" que podem "retroceder em breve, mesmo com a inevitável permanência de alguns focos importantes de tensão geopolítica". O BC admite que as elevações de preços do petróleo no mercado internacional tem provocado um aumento dos riscos de alta dos combustíveis no mercado interno ainda neste ano. "Independentemente do que ocorra com os preços domésticos da gasolina, deve-se sempre ter em conta que a elevação dos preços internacionais do petróleo desde já representa um fator de risco para a trajetória futura da inflação", diz o texto.

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