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Ata do Fed eleva previsão do PIB para 2009 e 2010

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) elevou sua previsão para o crescimento econômico nos EUA para este ano e o próximo, mas prevê que a inflação fique levemente abaixo do que esperava anteriormente, por causa da lenta recuperação. Em seu último encontro de política monetária, realizado nos dias 3 e 4 de novembro, as autoridades do banco central elevaram a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) para 2009 e 2010 na comparação com as projeção de 23 e 24 de junho, segundo a ata do encontro deste mês.

REGINA CARDEAL, Agencia Estado

24 de novembro de 2009 | 17h21

A economia dos EUA deve crescer cerca de 3% numa base anual no quarto trimestre de 2010, após se contrair 0,25% no mesmo período de 2009, prevê o Fed. Em junho, o comitê de mercado aberto do Fed (Fomc, na sigla em inglês) previa que a economia encolheria cerca de 1,25% em 2009 e cresceria 2,7% em 2010.

"Participantes indicaram que o gasto com consumo provavelmente será estimulado pela recuperação nos preços das moradias, mais aumentos nos valores das ações e melhoras graduais na disponibilidade de crédito", afirma a ata.

O índice de preços de gastos com consumo pessoal deve subir cerca de 1,5% em 2010, ante a estimativa de junho de um aumento de 1,45%. O núcleo da inflação, que desconsidera os preços voláteis de alimento e energia e é monitorado de perto pelo banco central, deve subir 1,25% em 2010, mesma previsão feita em junho.

A taxa de desemprego deve ficar na média entre 9,3% e 9,7% no quarto trimestre de 2010, ou seja, levemente abaixo da previsão de junho, de 9,5% a 9,8%, disseram as autoridades do Fed.

No encontro no início deste mês, o banco central norte-americano manteve sua meta para a taxa dos Fed Funds (taxa básica de juros) na faixa de zero a 0,25% ao ano, nível em que está desde dezembro passado, e reafirmou que o juro permanecerá baixo por um "período prolongado". No comunicado divulgado junto com a decisão, o Fed finalmente listou as "condições econômicas" que garantem a manutenção dos juros próximos de zero: baixa utilização de recursos, tendência de inflação contida e expectativa de inflação estável. As informações são da Dow Jones.

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