Ata do Fed mostra receio com crescente pressão inflacionária

Documento mostra que autoridades acreditam que perspectivas para preços e crescimento são incertas

Reuters e Agência Estado,

16 de julho de 2008 | 15h31

As autoridades do Federal Reserve mostraram, na última reunião, preocupação de que os crescentes riscos inflacionários possam criar a necessidade de um aumento do juro, mas concordaram que as perspectivas para os preços e para o crescimento ainda são incertas. É o que mostra a ata da reunião de 24 e 25 de junho, divulgada nesta quarta-feira, 16.  Veja também:Inflação está muito alta, diz presidente do BC dos EUAInflação no varejo dos EUA é maior desde 2005Economia dos EUA ainda enfrenta várias dificuldades, diz FedÍntegra do discurso de Bernanke (em inglês)Entenda os efeitos da crise nos Estados Unidos Cronologia da crise financeira As grandes crises econômicas  "Com maiores riscos e expectativas de inflação, os membros do Fomc avaliaram que a próxima mudança na postura da política pode bem ser um aumento na taxa básica de juros; de fato, um dos membros achou que essa política deveria ser estabelecida neste encontro", mostrou a ata.  "Contudo, na visão da maioria de nossos membros, a perspectiva para a atividade econômica e para os preços continua muito incerta e, dessa forma, o tempo e magnitude da futura ação continuam incertos", continuou o documento.  Na reunião de junho, os integrantes do Fomc decidiram, por nove votos a um, manter a taxa dos Fed Funds inalterada em 2%. De acordo com a ata, os participantes da reunião disseram esperar que a economia dos EUA tenha uma expansão "modesta" no primeiro semestre deste ano, com uma "desaceleração leve" no segundo semestre. Eles constataram que a perspectiva da inflação "deteriorou-se".  "Elevações recentes nos preços da energia e de algumas outras commodities impulsionariam fortemente a inflação nos próximos meses", diz a ata, ressalvando que essas pressões deverão se moderar em 2009 e em 2010. Sobre as condições dos mercados financeiros, a ata diz que elas "aparentemente melhoraram bastante", mas ressalva que novas turbulências poderão ameaçar o crescimento da economia.

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