Ata do Fed suaviza perdas do Bovespa, que recua 0,66%

Bolsa teve um pregão volátil, ainda pautada pelo jogo eleitoral

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2014 | 17h58

A Bovespa teve um pregão volátil, pautada ainda pelo jogo eleitoral e pelo conteúdo da ata do último encontro do Federal Reserve. O principal índice à vista abriu em alta, mas inverteu o rumo logo depois, puxada para baixo principalmente pelas ações das estatais. À tarde, no entanto, a maior parte do recuo foi devolvido e o índice ainda sustentou o patamar de 57 mil pontos. 

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,66%, aos 57.058,48 pontos. Na mínima, registrou 56.199 pontos (-2,15%) e, na máxima, 58.191 pontos (+1,31%). No mês, acumula ganho de 5,44% e, no ano, de 10,78%. O giro financeiro totalizou R$ 10,238 bilhões. 

No começo da sessão, o que pressionou a virada da bolsa para o vermelho foram os rumores de que as pesquisas de intenção de voto devem mostrar liderança da candidata à reeleição, Dilma Rousseff, que, assim, teria ampliado vantagem sobre Aécio Neves. Até então, os rumores eram de que Aécio estaria à frente da petista.

O mercado engatou assim uma realização de lucros puxada principalmente por Petrobras, que ultrapassou 4% de perdas durante o dia. No final, entretanto, a queda da ação ON foi limitada a 1,85% e a da PN, a 1,70%.  

Assim como nos demais ativos, a Bolsa doméstica também reagiu ao conteúdo da ata do Fomc, considerado bem mais suave do que era esperado. As bolsas norte-americanas fecharam com ganhos superiores a 1,6%: Dow Jones subiu 1,64%, aos 16.994,22 pontos, S&P avançou 1,75%, aos 1.968,89 pontos, e o Nasdaq teve evolução de 1,90%, aos 4.468,59 pontos. 

Os participantes do Fed estão mais preocupados com a debilidade do crescimento econômico fora dos EUA e com o impacto disso na economia do país, sobretudo nas exportações. Ao mesmo tempo, a alta do dólar poderá manter a inflação nos EUA abaixo da meta do Fed, de 2%, por reduzir o custo de bens e serviços importados.

No mercado doméstico, Oi liderou as perdas do índice (-8,43% na ação PN) após seu presidente, Zeinal Bava, renunciar.

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