Ata e mudança de superávit agradam mercado financeiro

O mercado financeiro está tendo uma reação inicial positiva à divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (do Copom), divulgada nesta manhã. Às 11h31, o dólar comercial está em baixa de 0,38%, cotado a R$ 2,8710 na ponta de venda das operações. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta de 0,58%. Inicialmente, os investidores gostaram do alívio da meta inflacionária. O BC anunciou que passará a perseguir uma inflação de 5,1% no ano que vem, 0,6 ponto percentual acima do núcleo da meta, de 4,5%. Esta "folga" na meta reflete a intenção do BC em considerar os efeitos da inércia inflacionária referente ao ano anterior. O entendimento foi de que o BC ganhou uma margem um pouco maior para conduzir o ajuste da política monetária de forma moderada, sem necessidade de elevações mais bruscas da taxa de juros, ou até mesmo para interromper a alta se as expectativas melhorarem. Além do alívio da meta pelo Copom, o aumento do superávit primário - arrecadação do governo menos seus gastos, exteto o pagamento de juros - para 4,5% também agrada aos investidores. Um superávit primário maior aumenta a capacidade de poupança do País, o que reduz a sua dependência pelo capital externo. Ou seja, o País fica menos vulnerável aos choques externos.

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