Ata não alivia quadro para a renda variável e Bovespa volta a cair

A quinta-feira foi de ajuste negativo na Bovespa, que voltou aos 65 mil pontos e acumulou perdas de 2,20% em apenas duas sessões. Os investidores continuaram na defensiva diante da preocupação com o cenário macroeconômico doméstico, sobretudo a pressão inflacionária. A ata da última reunião do Copom, divulgada ontem, não aliviou o quadro para a renda variável, que vem sendo afetada principalmente pelo tombo dos papéis ligados às commodities. Mais uma vez na contramão do Índice Dow Jones de Nova Yor, a Bovespa caiu 0,89%, aos 65.673,21 pontos. No mês, acumula perdas de 4,25% e, no ano, de 5,24%. O giro financeiro somou R$ 8,465 bilhões.

Claudia Violante, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2011 | 00h00

No mercado de juros, os agentes financeiros refizeram as contas e passaram a prever pelo menos mais duas altas de 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros (Selic), com uma possível terceira elevação do mesmo tamanho. A mudança de avaliação ocorreu depois que a ata da reunião do Copom, ontem, adicionou ao texto divulgado logo após o encontro da semana passada que já a partir desta reunião o ajuste total da taxa básica de juros deve ser suficientemente prolongado. Os analistas reduziram ainda a probabilidade de adoção de novas medidas macroprudenciais. Até então, as apostas eram de apenas mais um aumento de 0,25 pp do juro básico em junho, com provável repetição da dose na reunião de julho. Diante dessa leitura, num dia de liquidez abundante, os juros de curto e médio prazos ficaram ligeiramente pressionados, enquanto os longos terminaram em queda.

Com um fluxo cambial negativo. o dólar subiu 0,64%, a R$ 1,580.

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