Ata reforça pessimismo nos mercados

Foi divulgada hoje a ata da última reunião mensal do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada no dia 21, quando a Selic - a taxa básica referencial de juros da economia - foi elevada de 15,25% para 15,75% ao ano. O movimento, somado à forte instabilidade internacional, trouxe muitas turbulências aos mercados. O teor da ata, justificando a decisão com base em pressões inflacionárias causadas pela instabilidade internacional e alta do dólar, reforçou o pessimismo.Também foi divulgado hoje memorando de avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reviu as previsões de entrada de investimentos diretos no Brasil e o total das transações em conta corrente. O resultado é que devem entrar menos recursos - cerca de US$ 2,4 bilhões a menos -, enquanto estima-se uma necessidade adicional de US$ 1 bilhão. Dada essa nova conjuntura, já é esperado que o dólar suba, pressionando a inflação. Com isso, os juros também devem ser elevados, tornando-se mais atraentes ao capital externo e reprimindo a atividade econômica, para ajudar a reduzir as compras de produtos importados. Assim, nos mercados, o dólar e os juros subiram e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu. Os investidores também já admitem que os atuais patamares de cotações devam se manter. Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - fecharam o dia pagando juros de 20,100% ao ano, frente a 19,250% ao ano ontem. O dólar fechou em R$ 2,1520, com alta de 1,27%. E a Bolsa fechou em queda de 2,39%. Nos Estados Unidos, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - fechou em alta de 0,14%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - fechou em queda de 1,81%.

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