Ata trará explicações para elevação da Selic, diz Mantega

Mantega negou que houvesse divergência entre a Fazenda e o BC

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

23 de abril de 2008 | 19h30

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, evitou, nesta quarta-feira, 23, comentar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar em 0,50 ponto porcentual a taxa Selic, para 11,75% ao ano. Ele sugeriu aos jornalistas que leiam na quinta-feira, 24, na ata do Copom os motivos que levaram o Banco Central a elevar o juro.   Veja também: Comportamento da taxa Selic no governo Lula  Veja especial sobre a crise dos alimentos      Mantega negou que houvesse divergência entre a Fazenda e o BC. "Cada um faz o seu trabalho. O Banco Central cuida da parte da inflação e nós cuidamos da parte fiscal, que está indo muito bem", afirmou o ministro, que participou da solenidade de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.   De acordo com Mantega, por causa da política fiscal, o País está crescendo e se distinguindo dos outros países que estão em dificuldade. "Estamos satisfeitos", acrescentou.   O ministro também garantiu que o contingenciamento no orçamento de 2008 de quase R$ 20 bilhões é suficiente para que o governo possa chegar até o final deste ano executando o orçamento e fazendo o superávit primário estabelecido (de 3,8% do PIB).    IOF    Além disso, Mantega negou que o governo esteja estudando a possibilidade de aumentar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de renda fixa e títulos públicos. "Não há nenhum estudo de IOF em curso no Ministério da Fazenda", disse ao sair, há pouco, do Supremo Tribunal Federal, onde participou da posse do novo presidente, Gilmar Mendes. "Surgiram alguns boatos sobre isso, mas eles não têm fundamento", acrescentou.

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