Marcos de Paula/Estadão
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E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Ataque dos EUA ao Irã faz petróleo disparar e derruba bolsas em todo o mundo

Índices europeus caíam mais de 1% na manhã desta sexta-feira, 3, enquanto petróleo disparava mais de 4%

Luciana Xavier, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2020 | 09h32

O nervosismo toma conta dos mercados globais na manhã desta sexta-feira, 3, por causa da escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã. Hoje o Irã prometeu "retaliação severa" aos Estados Unidos após o presidente Donald Trump ordenar um ataque aéreo em Bagdá que resultou na morte do comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o general Qassem Suleimani.

Com a aversão ao risco, o petróleo chegou a subir 4% mais cedo, as bolsas europeias e futuros de Nova York têm queda firme, que chega a superar 1%, enquanto os juros dos títulos do Tesouro americano e dos principais bônus europeus também recuam. A busca por segurança coloca em alta o ouro, o ienee o fraco suíço, considerados ativos mais seguros.

O primeiro-ministro do Iraque, Adel Abdul-Mahdi, condenou o ataque e disse que essa ação deve desencadear uma guerra destrutiva no Iraque e na região. Além das tensões geopolíticas, o mercado estará na expectativa com a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve e discursos de dirigentes da instituição, em busca de sinalizações sobre o rumo dos juros no país.

Mercado interno

O investidor também já mira a próxima semana, quando haverá divulgação do IPCA de dezembro e de 2019, além do relatório de emprego dos EUA. Na política, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que deve sancionar a proposta que destina R$ 2 bilhões para custear campanhas eleitorais em 2020.

Nas redes sociais ele chegou a dizer que se não der aval ao fundo para os partidos pode ter que enfrentar processo de impeachment.

O presidente se desligou no ano passado do PSL e criou o partido Aliança pelo Brasil. Para a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), a declaração de Bolsonaro é uma tentativa de transferir o desgaste para deputados e senadores. “É uma mentira (a possibilidade de impeachment) para fazer jogo político e colocar a população contra o Congresso”, afirmou a deputada, que rompeu com Bolsonaro no ano passado.

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