Até o momento não apareceu comprador para Varig, diz Fiocca

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES), Demian Fiocca, disse nesta terça-feira, em audiência no Senado Federal, que ainda não apareceu, oficialmente, nenhum investidor interessado em comprar a Varig com o empréstimo-ponte do banco, mas que foram feitas diversas consultas informais.Segundo ele, um dos motivos para a não oficialização dos eventuais interessados pode ser a prorrogação do prazo, em 48 horas, dado pelo BNDES a pedido do juiz da 8ª Vara Empresarial, Luiz Roberto Ayoub, que cuida do processo de recuperação da empresa. A data limite que deveria se encerrar na segunda-feira às 18 horas foi prorrogado para esta quarta-feira. Critérios Fiocca ressaltou ainda que, apesar da pressão dos trabalhadores, o BNDES não alterará os critérios para a concessão do empréstimo-ponte. O presidente explicou que se trata de um empréstimo emergencial, que só pode ser concedido a um investidor interessado que apresente garantias. "O BNDES não tem condições de fazer um empréstimo direto à Varig."Durante a audiência, o comandante Márcio Marsilac, da entidade Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), chegou a atribuir a ausência de interessados aos critérios rígidos do BNDES.De acordo com Fiocca, a garantia pedida pelo banco é a fiança bancária. Ele também explicou que o custo da taxa básica de juros do empréstimo, considerado elevado pelos trabalhadores, é adequado. "Se, por acaso, o investidor que pegar o empréstimo não for o que vencer o leilão, ele será ressarcido pela Varig em 200% da Selic". Reversão O Secretário de Previdência Complementar (SPC), Adacir Reis, garantiu para os senadores que participavam da audiência sobre a Varig, que a liquidação dos planos de benefícios patrocinados pela empresa aérea poderá ser revertida, caso apareça um fato novo que modifique a situação existente hoje. Como fato novo, Reis se referiu à possível sobrevivência da empresa. Ele esclareceu aos senadores os motivos que levaram a SPC a decretar a intervenção no fundo de pensão Aerus e a liquidação dos dois planos patrocinados pela companhia aérea. De acordo com Reis, o Aerus já deu, ao longo do tempo, uma forte contribuição para a sobrevivência da companhia aérea. "A Varig deve cerca de R$ 2,3 bilhões ao fundo de pensão."

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