Atitude do FMI com a Argentina é um capricho, diz ex-ministro

O ex-ministro da Economia argentina e atual representante do país na comunidade européia, Jorge Remes Lenicov, afirmou nesta sexta-feira à Agência Estado, em Bruxelas, que "nesta altura dos acontecimentos a posição do FMI com a Argentina é mais um capricho que uma atitude racional".Na opinião dele, já se observam alguns indicadores positivos nos preço, "já que praticamente o impacto da desvalorização do câmbio não atingiu os preços". Se por um lado, a explicação para isso é a recessão, por outro, Lenicov indica que a Argentina "tem feito todos os esforços necessários para se chegar a um acordo".O capricho do FMI, de acordo com Lenicov, sustenta-se nos "erros prévios respaldados por todos de uma política que não havia possibilidade de êxito".O embaixador refere-se ao Plano de Conversibilidade, que garantia a paridade entre o peso e o dólar. Plano que foi aplaudido por uma década inteira pela comunidade financeira internacional como um exemplo a seguir. O processo foi implantado pelo ex-presidente Carlos Menem, em paralelo com a internacionalização da economia.A forma de escapar "deste capricho" será a soma das vozes de vários setores internacionais, que "apontam os erros cometidos no passado e a atitude fechada do FMI". Estes setores, de acordo com Lenicov, já começam a pressionar para que a Argentina consiga o acordo e tente uma saída para a massa de mais de 40% da população que vive atualmente abaixo do nível de pobreza.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.