Atividade da indústria em SP sobe no mês, mas cai 12,5% no ano

Dados da Fiesp apontam alta de 0,9% no INA em maio ante abril, na série com ajuste; uso da capacidade sobe

Ana Conceição, da Agência Estado,

30 de junho de 2009 | 11h12

A atividade na indústria paulista subiu em maio, na comparação com abril, mas continua acumulando queda no ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 30, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O Indicador do Nível de Atividade (INA) subiu 0,9% no mês na série com ajuste sazonal, enquanto no cálculo sem ajuste houve alta de 6,9% na comparação com abril.

 

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No acumulado de janeiro a maio deste ano, a atividade da indústria paulista registrou queda de 12,5% ante os cinco primeiros meses de 2008, a maior queda da série histórica do INA para o período, iniciada em 2003. Em 12 meses, o indicador teve queda de 4,4% sobre igual período do ano passado.

 

O nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) da indústria paulista subiu para 80,4% em maio ante 78,9% em abril, no cálculo sem ajuste. No resultado com ajuste, o Nuci ficou praticamente estável e registrou 79,5% ante 79,4% em abril.

 

A Fiesp divulgou ainda a pesquisa Sensor, com os resultados da segunda quinzena de junho. De acordo com a entidade, a confiança do empresário ficou em 51,6 pontos no período ante 51,4 pontos na primeira quinzena de junho e na última quinzena de maio de 2009.

 

Projeção

 

A Fiesp prevê que o nível de atividade da indústria paulista encerre 2009 com queda de 7,5%, na comparação com 2008. Este cenário considera um crescimento de 1,3% ao mês com ajuste e de forma ininterrupta entre os meses de junho a dezembro deste ano. "Calculamos que a indústria mantenha o mesmo crescimento médio visto entre março e maio, que foi de 1,3%", afirmou Paulo Francini, diretor do Departamento de Economia da Federação.

 

Em um cenário menos otimista, a produção industrial paulista cairia 8,2% em 2009, na comparação com o ano passado, se a indústria crescesse a uma taxa de 1% ao mês entre junho a dezembro. Este porcentual foi o crescimento médio mensal verificado entre janeiro e maio. "No resto do ano, espero mais semelhança com os últimos três meses que com os últimos cinco", afirmou Francini.

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