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Atividade da indústria paulista cai 1% em setembro

Produção em São Paulo tem o pior resultado desde o mesmo mês de 2006; resultado, porém, não preocupa

Reuters e Agência Estado,

25 de outubro de 2007 | 11h18

A produção industrial de São Paulo caiu 1% em setembro ante agosto, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira, 25, por entidades representativas do setor. O resultado é o pior desde o mesmo mês do ano passado, quando a atividade teve queda de 1,7%. O valor, porém, não preocupa a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que elabora o indicador junto com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), porque o mês passado teve "excepcionalmente" apenas 19 dias úteis. Na média histórica do indicador (sete anos), setembro tem 20,6 dias úteis. Segundo Paulo Francini, diretor da Fiesp, setembro é tradicionalmente pior que agosto.  Na comparação com o mesmo período do ano passado, em compensação, a atividade subiu 5,7%, de acordo com a pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). As vendas reais da indústria recuaram 4,2% na comparação mensal, sem ajuste, e 1% contra setembro do ano passado. Ainda assim, as vendas acumulam no ano alta de 3,7%.  A utilização da capacidade instalada atingiu 83,4% em setembro, contra 84,2% em agosto e 81,9% em igual mês de 2006.  Outubro Francini previu que o indicador deve voltar para o patamar positivo em outubro. "O Indicador de Nível de Atividade (INA) de setembro veio dentro do esperado, portanto o recuo não preocupa. Continuamos com uma trajetória do INA em 12 meses na casa de 5%, taxa de crescimento que deve encerrar o ano", disse o diretor da Fiesp. Enquanto a expectativa para outubro é de INA superior a setembro, "novembro deve chacoalhar um pouco por causa de dois feriados". Francini destacou que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) continua a não preocupar a indústria paulista, porque o NUCI está dentro de um patamar bastante bem visto pela indústria, sem grandes pressões.  No ano, a atividade industrial em São Paulo acumula crescimento de 5,1%.

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