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Atividade da indústria paulista cai 4,8% em abril

A atividade da indústria paulista caiu 4,8% em abril, na comparação com março, sem ajuste sazonal - desconsiderando efeitos temporais. Com o ajuste sazonal, a queda do Indicador de Nível de Atividade (INA) foi menor, de 1,4%. Contudo, na comparação com o ano passado, a atividade na indústria cresceu 4,8%, segundo apurou a Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).O desempenho das vendas também ficou negativo em 10,4% em abril, na comparação com maio. O total de horas pagas na indústria registrou leve crescimento em abril ante março - de 0,4%, sem ajuste sazonal. Na mesma comparação, as horas trabalhadas na produção caíram 3%; as horas médias trabalhadas recuaram 4,9%. Em relação aos salários, houve crescimento de 2,8% no total nominal (sem levar em conta a inflação). Já o salário médio na indústria cresceu 0,8%.O nível de utilização da capacidade instalada no conjunto da indústria ficou em 79,8% em abril, um índice estável em relação a abril do ano passado, quando a utilização estava em 79,7%. Tomando como base os 81,8% de março, houve queda.Em relação a abril de 2005, sem ajuste sazonal, todas as variações da indústria foram positivas.Expectativa de crescimento Os diretores das áreas econômicas Fiesp, Paulo Francini, e do Ciesp, Antonio Correia de Lacerda, avaliaram que a queda do INA de abril ante março, sem ajuste sazonal, não é suficiente para reverter a expectativa de crescimento anual. A queda do INA em abril foi a primeira verificada para o indicador desde novembro do ano passado."Entendemos que ainda é cedo para revisarmos nossa expectativa de trajetória de crescimento para a produção, porque abril foi um mês atípico, com somente 18 dias úteis", justificou Francini.Ele ressalvou, entretanto, haver "sinal amarelo" para o ritmo de crescimento industrial, por conta de o câmbio estar posicionado em níveis elevados, extraindo assim, a competitividade da indústria paulista. "Estamos atentos ao comportamento das nossas contas externas e notamos que, de janeiro a abril, o crescimento das exportações foi de 16%, ao passo que, o das importações foi de 25%. Trata-se de um diferencial muito grande e que demonstra que o nosso saldo comercial deixou de crescer", apontou Francini. "Diz o bom senso que você pode esperar por uma trajetória de decréscimo do saldo comercial, se for mantido o cenário atual, algo preocupante, porque a importação substitui a produção industrial interna", acrescentou.Juros Lacerda ponderou também que o ritmo de queda dos juros diminuiu, uma vez que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, cortou na última quarta-feira a taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15,25% ao ano) em 0,50 ponto porcentual, ante cortes de 0,75 ponto nas reuniões anteriores. Para ele, este fator também poderá dificultar o crescimento da produção industrial no restante do ano. "Os fatores positivos ainda são a queda dos juros e o crescimento da massa de rendimentos, da ordem de 5% para o ano. Por outro lado, continuamos a ter as maiores taxas reais de juros do mundo, projetadas em 10,5%, e as reuniões do Copom aumentaram o espaçamento, passando para 45 dias, com diminuição do ritmo de corte, o que, certamente, causará impacto nas decisões de investimento", argumentou o diretor do Ciesp.PIBAs entidades empresariais mantiveram, entretanto, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o ano para algo entre 3,5% e 4%. "Será uma difícil tarefa atingir o PIB de 4%, porque, a cada trimestre, será necessário um crescimento de 1,4% sobre o trimestre anterior. É um desafio, mas poderemos atingi-lo", estimou Francini. "A sazonalidade pesa em nosso favor. Provavelmente, o PIB de 3,5% a 4% terá de ser bastante factível, pois o ritmo de crescimento deve se acelerar a partir do segundo trimestre", adicionou Lacerda.

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