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Atividade da indústria paulista cresce 1,8%

A indústria paulista registrou em outubro um crescimento de 1,8% em relação a setembro, já considerado o ajuste sazonal, segundo o Indicador do Nível de Atividade da Indústria (INA), apurado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve uma elevação de 0,7%. No período de janeiro a outubro de 2002 em relação a igual período do ano passado, o INA teve a queda foi de 2,6%.Para a diretora Fiesp, Clarice Messer, o INA deverá fechar este ano negativo em torno de 1% em comparação ao ano passado. A Fiesp já trabalhava com a expectativa de que o índice ficaria negativo, mas Clarice apontou para um número consolidado. "Como o INA do período de janeiro a outubro de 2002 está negativo em 2,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior, não há mais como revertê-lo. Nós tínhamos a esperança de fechar em 0%, o que era um sonho que não será mais realizado. Os sinais que temos até o momento são de que haverá uma retração de 1% ou um pouco pior", disse.Segundo ela, o crescimento da atividade da indústria paulista em outubro é uma demonstração de que o setor começa a viver um momento de "alívio", iniciado no mês de setembro, quando o INA teve alta de 2,1% na comparação com agosto. "O alívio começou a despontar em setembro e foi confirmado em outubro, mas como se trata de um alívio ainda é muito temporário", disse.De acordo com ela, há um crescimento sustentável das exportações. "As exportações vieram para ficar e têm um papel muito importante na alta do INA. O que precisa ser feito é a continuidade dos investimentos do lado dos exportadores para que sejam garantidas as condições de solidificação do crescimento das vendas para os mercados externos", afirmou.Clarice disse que nos últimos meses, por causa da insegurança motivada pelo processo eleitoral, as indústrias postergaram a decisão de produzir, o que teve como conseqüência quedas consecutivas do INA. Além disso, também contaminado por essa insegurança, o setor de varejo interrompeu os pedidos e começou a trabalhar com os estoques já formados. "Passadas as eleições, com o fim de ano, as encomendas do varejo foram retomadas, até porque com o 13º há um natural aumento de renda", disse a diretora da Fiesp. Até a retomada das vendas os industriais paulistas vinham utilizando os recursos para investimento em capital de giro, afirmou. Ela disse que embora as indústrias apresentem nos últimos dois meses um desempenho mais favorável, inclusive com melhor performance nas exportações, isso não estaria motivando a alta da inflação dos últimos meses. Para ela, a inflação está relacionada ao aumento de custos por causa da alta do dólar. Segundo ela, como os empresários trabalhavam com margens de lucro menor, houve necessidade de reajustar os preços para recompor o lucro.Clarice também justificou a alta da inflação pelo movimento de "monetização da dívida pública interna" pelo governo federal. "Hoje, essa dívida interna, de curto prazo, está sendo financiada não só pela venda de títulos, mas também pela emissão de moeda", afirmou. Ela sugeriu ao governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, que mantenha a atenção na questão cambial, emitindo sinais aos mercados para a recuperação de confiança da economia e do governo brasileiro, o que refletirá no comportamento do câmbio; evitar a monetização da dívida; e garantir a continuidade de investimentos pelos exportadores."No caso dos investimentos tem o fato relevante de também repercutir no aumento da oferta de produtos e conseqüente redução de preços, baixando assim a inflação", disse. "Entendemos ser importante a garantia de criação de condições para que a inflação volte ao patamar de um dígito num período de 18 a 24 meses". Clarice disse que esse momento de alta dos preços pode ser o mais favorável para que as pessoas que não dependem de crédito adquirirem bens de consumo. "Quem pode comprar independentemente de crédito, talvez tenha hoje seu melhor momento porque existe a perspectiva de inflação de curto prazo", afirmou.Ela admitiu que Fiesp vê no curto prazo a possibilidade de o País sofrer novas pressões inflacionárias, "mas esse quadro pode ser rapidamente revertido pelo novo governo".

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