José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Atividade da indústria paulista cresce 1,8% no 1º trimestre

Para a Fiesp, situação da indústria de transformação 'parou de piorar' e pode indicar retração menor que a esperada em 2015

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2015 | 15h15

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista registrou alta de 1,8% no primeiro trimestre do ano na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Na comparação do primeiro trimestre ante os três primeiros meses de 2014, na série sem ajuste, o indicador teve uma queda de 2,1%, informou a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O resultado interrompe uma sequência de dois trimestres consecutivos de queda do desempenho do setor. 

Em março, o INA registrou uma queda de 1,4% ante fevereiro, na séria com ajuste. Na avaliação sem ajuste, o INA de março cresceu 8,7% ante fevereiro e 0,8% na comparação com março de 2014.  


Para o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, apesar de negativo o resultado de março avaliado em conjunto com o desempenho no trimestre sinaliza um pessimismo menor com relação ao setor. "Março serve especialmente para compor um trimestre, que foi positivo. Parou de piorar", afirmou, em nota.

"Parece que já começamos a ter alguma reação motivada pela alteração da taxa de câmbio, o que é positivo. Ainda olhando para um 2015 difícil, talvez a nossa previsão de 5% de queda da indústria de transformação de São Paulo não se verifique, ou seja atenuada", completa. 

 O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 78,6% em março, ante os 79,2% de março de 2014 e os 76,5% de fevereiro deste ano, na série sem ajuste. Já na medição com ajuste, o Nuci de março foi de 78,8%, ante os 80,4% de março do ano passado e os 78,9% de fevereiro de 2015.  

Revisão. A Fiesp informou também que revisou o INA de fevereiro de 0,8% para 1,7%, na série com ajuste sazonal. Na série sem ajuste, O INA de fevereiro foi revisado de alta de 1,7% para 3,3%. 

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