Atividade do setor privado na zona do euro acelera em julho e atinge máxima em 3 meses

As encomendas à indústria, por sua vez, tiveram avanço de 3,8% em maio ante abril 

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de julho de 2010 | 08h36

O setor privado da zona do euro se expandiu a um ritmo mais rápido em julho, segundo a empresa de pesquisas Markit. O índice dos gerentes de compra (PMI) composto preliminar para julho subiu a 56,7, a máxima em três meses, de 56,0 em junho. O PMI do setor industrial aumentou para 56,5, de 55,6, enquanto o PMI de serviços avançou para 56,0, de 55,5. Já as encomendas à indústria dos países da região avançaram 3,8% em maio ante abril.

Os números do PMI surpreenderam o mercado. Uma pesquisa com economistas realizada pela Dow Jones apontava que o PMI industrial cairia para 55,2 e o de serviços ficasse em 55,0, com a medida composta diminuindo para 55,2. Na Alemanha e na França o PMI composto preliminar para julho também surpreendeu.

O PMI alemão subiu para 59,3, de 56,7 em junho. O dado do setor de serviços atingiu 57,3, o nível mais alto desde agosto de 2007, de 54,8 em junho, enquanto o industrial avançou para 61,2, a máxima em três meses, de 58,4 em junho. Economistas esperavam que o PMI de serviços caísse para 54,6 e o industrial recuasse para 58,0.

Na França, o PMI composto preliminar subiu para 59,9 em julho, de 59,6 no mês imediatamente anterior. O PMI de serviços aumentou para 61,3, de 60,8. O dado industrial, porém caiu para o menor nível em 10 meses, de 53,7, em comparação com 54,8 em junho. Economistas esperavam queda para 60,0 no PMI de serviços e para 54,1 no PMI industrial.

Uma leitura do PMI acima de 50 sinaliza expansão na atividade, enquanto um nível abaixo disso sugere contração.

Encomendas à indústria

As encomendas à indústria dos 16 países que fazem parte da zona do euro aumentaram em maio, indicando que o crescimento na produção industrial da região provavelmente vai continuar nos próximos meses. Segundo a Eurostat, as novas encomendas à indústria subiram 3,8% em maio, na comparação com abril, e 22,7% em relação a maio do ano passado.

O resultado superou as estimativas dos economistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam que as encomendas ficassem inalteradas ante abril. No entanto, a Eurostat revisou para baixo os dados de abril, para mostrar alta de 0,6% ante março e de 21,9% ante abril do ano passado, em vez dos avanços de 0,9% e 22,1%, respectivamente.

O aumento nas encomendas em maio foi puxado por uma alta de 5,3% nos pedidos por bens de capital. Excluindo os números voláteis sobre equipamentos de transporte pesado, como os dos segmentos aéreo e ferroviário, as encomendas subiram 2,6% em maio ante abril.

Entre as maiores economias da zona do euro, na Itália as encomendas à indústria cresceram 5,4% em maio, na comparação com o mês anterior, enquanto na Alemanha e na França houve queda. Já entre os países que estão em dificuldades com seus déficits orçamentários, Espanha e Portugal tiveram bom desempenho, enquanto a Irlanda teve alta de 6,8% nas encomendas. A Grécia, no entanto, informou declínio de 6,1%, o maior de toda a União Europeia.

Na União Europeia como um todo, as novas encomendas subiram 2,7% em maio ante abril e 20,1% ante maio de 2009. No Reino Unido houve queda de 2,8% no mês e alta de 3,0% no ano. As informações são da Dow Jones.

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