Atividade econômica continua se expandindo, diz BC dos EUA

Segundo o Fed, setor industrial está 'no geral positivo', mas queda nos preços da energia, que tem limitado demanda por máquinas, dólar mais forte e desaceleração da China tornam os produtos do país menos competitivos

O Estado de S. Paulo

02 Setembro 2015 | 16h23

Os relatos das 12 distritais do Federal Reserve nos EUA "indicam que a atividade econômica continuou se expandindo na maioria das regiões e setores durante o período" que cobriu o início do terceiro trimestre deste ano, informou o banco central norte-americano no Livro Bege, documento sobre as condições econômicas do país que serve de base para as decisões de política monetária. Onze distritos relataram crescimento modesto ou moderado, enquanto Cleveland ofereceu uma avaliação menos otimista.

Segundo o Livro Bege, o setor industrial está "no geral positivo", com 10 dos 12 distritos relatando estabilidade ou crescimento. Porém, vários fatores estão "prejudicando a demanda". A queda dos preços da energia tem limitado a demanda por máquinas, enquanto o dólar mais forte e a desaceleração asiática pressionam o valor dos produtos importados, como aço, tornando os produtos norte-americanos menos competitivos.

O relatório do Fed também apontou para o fortalecimento do setor imobiliário. "As vendas de moradias existentes e o leasing residencial melhoraram amplamente, com os preços dos imóveis subindo na maioria das áreas", diz o Livro Bege. Os bens imóveis comerciais também estiveram "majoritariamente positivos".

No entanto, a avaliação das fábricas dos EUA foi mista, já que elas estão enfrentando o fortalecimento do dólar, a queda dos preços do petróleo e a desaceleração na Ásia.

O Livro Bege afirmou ainda que "tanto os preços das matérias-primas quanto os da produção permaneceram estáveis na maioria dos distritos".

Salários. O texto do Livro Bege destacou ainda que o mercado de trabalho mais apertado pressionou os salários, mas por outro, a desaceleração no crescimento da Ásia e o fortalecimento do dólar representam uma ameaça para a indústria do país.

Segundo o Livro Bege, "muitos" dos 12 distritos "reportaram pressões crescentes nos salários devido ao estreitamento do mercado de trabalho". Anteriormente, o Livro Bege relatava ter encontrado remuneração maior em setores isolados e outros dados do mercado de trabalho não mostravam sinal de pressão salarial até então.

O avanço nos salários poderia dar mais confiança ao Fed de que a inflação pode subir, condição fundamental para aumento nos juros do país. Entretanto, o documento também apontou que o fortalecimento do dólar, os baixos preços do petróleo por um período prolongado e o menor crescimento da Ásia podem ser obstáculos à recuperação da economia americana. Fonte: Dow Jones Newswires

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