Atividade econômica dos EUA tem pior resultado da história

Indicador do Fed de Nova York cai mais de 17 pontos em outubro, para -24,62, patamar recorde de baixa

Cynthia Decloedt, Gustavo Nicoletta e Marcílio Souza, da Agência Estado,

15 de outubro de 2008 | 09h48

O Federal Reserve de Nova York divulgou nesta quarta-feira, 15, que o índice de atividade econômica caiu mais de 17 pontos em outubro, para -24,62, patamar recorde de baixa. Em setembro, o índice estava em -7,41. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam retração no índice para -9,5. O índice do Fed foi apenas um dos dados negativos divulgados nesta quarta nos EUA. As vendas no varejo também apresentaram queda, o índice de preços ao produtor (PPI) refletiu os elevados custos de energia deste ano e os estoques das empresas norte-americanas subiram menos do que o esperado em agosto.   Veja também:  Ministro acena com ajuda a empresas afetadas pela oscilação do dólar Na Índia, Lula defende união mundial contra crise Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    Segundo o Fed, o índice de novas encomendas caiu para -20,45 em outubro, de 4,38 em setembro; o índice de emprego melhorou para -3,66 em outubro, de -4,60 em setembro; o índice de preços recebidos recuou para 20,73 em outubro, de 24,14 em setembro.   Já as vendas no varejo caíram 1,2% em setembro ante agosto no país, registrando a terceira queda consecutiva e o maior declínio desde agosto de 2005, de acordo com o Departamento de Comércio. O número superou a média das previsões de analistas consultados pela Dow Jones, de queda de 0,7%.   O dado das vendas em agosto ante julho foi revisado para declínio de 0,4%, ante queda de 0,3% anteriormente. As vendas de automóveis e autopeças recuaram 3,8% em setembro ante agosto. Excluindo essa queda, as vendas caíram 0,6%, mais que o declínio de 0,3% previsto por economistas.   PPI   O índice de preços ao produtor (PPI), por sua vez, registrou queda de 0,4% em setembro nos EUA, ficando em linha com a média das previsões de analistas consultados pela agência Dow Jones. Em agosto, o índice havia caído 0,9%. Na comparação com setembro do ano passado, o índice cheio apresentou alta de 8,7%, refletindo os elevados preços de energia deste ano.   O núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) nos EUA, que exclui alimentos e energia, subiu 0,4% em setembro em comparação com agosto, superando a previsão média de analistas, de alta de 0,2%. Frente a setembro de 2007, a alta foi de 4%, a maior taxa anual desde fevereiro de 1991.   Empresas   Os estoques das empresas norte-americanas também subiram menos do que o esperado em agosto, em 0,3%, para o nível sazonalmente ajustado de US$ 1,512 trilhão, segundo o Departamento do Comércio. Os estoques haviam subido 1,1% em julho. Economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam aumento de 0,6% nos estoques em agosto. A retração nos estoques é conseqüência de queda de 1,8% nas vendas para US$ 1,192 trilhão em agosto.   As empresas não estão montando estoques elevados de bens, com temores de que a retração econômica irá reduzir a demanda. A média estoques/vendas subiu para 1,27 em agosto, de 1,24 em julho, disse o Departamento do Comércio. O indicador mostra o número de meses que as empresas estão levando para esvaziar seus estoques. A taxa de 1,27 é a mais elevada desde fevereiro, quando estava em 1,28. As informações são da Dow Jones.

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