Atividade econômica fraca pode ter impactado arrecadação no semestre, diz Receita

Recolhimento de impostos foi afetado pela queda na produção industrial e pela baixa expansão da venda de bens e serviços

Laís Alegretti, Renata Veríssimo, Agência Estado

23 de julho de 2014 | 10h41

BRASÍLIA - O secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, reconheceu que uma atividade econômica mais fraca "é um dos fatores que provavelmente pode ter impactado" o resultado da arrecadação de impostos no primeiro semestre de 2014. Em seguida, o secretário acrescentou que são vários fatores que devem ser analisados. "Não há um fator específico", disse. 

Segundo Nunes, as desonerações e os recolhimentos atípicos em 2013 explicam o desempenho da arrecadação no primeiro semestre deste ano. O recolhimento somou R$ 578,594 bilhões nos primeiros seis meses de 2014, o que representa uma alta de apenas 0,28% ante o mesmo período de 2013.

O secretário lembrou, ainda, que houve uma redução de recolhimento de tributos associados ao lucro das empresas no primeiro semestre, principalmente no pagamento de IRPJ e CSLL pelas instituições financeiras. O recolhimento desses tributos, segundo a Receita, foram menores que o estimado. No ano passado, foram as instituições financeira que sustentaram a arrecadação de IRPJ e CSLL. 

Segundo a Receita, essas empresas fizeram compensações tributárias acima do previsto, principalmente em Cofins. "Tínhamos uma previsão e os recolhimentos ocorreram em valor inferior ao previsto"", disse Nunes. Também houve um recolhimento muito menor das instituições financeiras no ajuste anual que ocorreu no início do ano. 

Em junho, as receitas administradas tiveram queda 0,20% na comparação com o mesmo mês de 2013. As receitas administradas por outros órgãos tiveram alta de 15,82% na mesma base de comparação, o que leva a uma alta real de 0,13% nas receitas do mês de junho ante o mesmo mês do ano passado. 

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