Atividade econômica já começa a melhorar no 4º trimestre

O início da trajetória mais acentuada de queda dos juros deverá refletir no nível de atividade já no quarto trimestre deste ano, segundo avalia o economista Estevão Kopschitz, do Ipea. Ele lembra que, tecnicamente, a avaliação é que a queda dos juros começa a ter efeitos sobre a atividade apenas seis meses após o início da trajetória de redução. Contudo, segundo ele, como havia expectativa de queda há muito tempo, o efeito dever ser imediato, apresentando algum ganho de ritmo ante o terceiro trimestre.Para o economista, além da queda dos juros, deverão influir positivamente no quarto trimestre a continuidade de alguns bons fatores, como o crédito favorecido e o mercado de trabalho que "não está uma maravilha mas vai indo razoavelmente".No terceiro trimestre, ele destaca que houve queda no ritmo da atividade econômica e este movimento está acima do esperado, "mas não chega a assustar porque já se esperava em 2005 um ritmo menor do que no ano passado". Ele lembra que o crescimento de 3,5% do PIB esperado para este ano está acima da média dos últimos 10 anos.Ibmec também espera crescimento maiorO economista Claudio Considera, do Ibmec, avalia que o PIB deste ano deverá crescer acima de 3,5%, "mais próximo de 4%" e a queda dos juros deverá influir diretamente no nível de atividade a partir do final do quarto trimestre. Para ele, mesmo com alguma desaceleração ocorrida no terceiro trimestre ante o segundo trimestre deste ano, a atividade "continua bastante intensa", o rendimento das famílias cresce, assim como o consumo, e há aumento das encomendas para o Natal em relação ao ano passado.A queda dos juros, para Considera, deverá ter um impacto imediato sobre as expectativas, com melhoria dos negócios de maneira geral, assegurando que a taxa de investimento (investimentos sobre o PIB) fique acima de 20% em 2005, "o que é bastante razoável".Para ele, os dados de taxa de investimento do terceiro trimestre vão revelar crescimento no indicador, por causa das exportações e como reflexo do aumento do consumo e melhoria das expectativas. No segundo trimestre deste ano, a taxa de investimento apurada pelo IBGE foi de 19,9%, a maior para um segundo trimestre desde 1997.

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