Atividade imobiliária retoma crescimento a partir de outubro

O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), Romeu Chap Chap, afirmou hoje que a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) - R$ 100 milhões pela Nossa Caixa e R$ 5,3 bilhões pela Caixa Econômica Federal ? deve produzir uma retomada das atividades na indústria imobiliária neste segundo semestre, principalmente a partir de outubro. Segundo o empresário, os recursos são suficientes para a construção de mais de cem mil moradias, reduzindo o déficit habitacional de 6 milhões de imóveis no Brasil. Ele ressalta que a liberação dos R$ 100 milhões pela Nossa Caixa terá efeito positivo para a geração de empregos no Estado de São Paulo, uma vez que a instituição estava com seus financiamentos praticamente paralisados nos últimos dez anos. Chap Chap lembra que o processo ? de aprovação de plantas, contratação de pessoal e construção ? leva mais de doze meses. Isso significa que o efeito da liberação do crédito deve ocorrer mais intensamente no próximo ano. Preocupações A classe média, segundo ele, ainda está receosa de tomar crédito imobiliário dado o crescente desemprego e o medo da indexação dos contratos. No caso de pessoas de baixa renda, a demanda por habitação é bastante expressiva, mas os investidores estão preocupados com a crise social e o atual momento de invasões na área urbana e rural. O empresário acredita que com a aprovação das reformas da previdência, tributária e a busca de solução para a crise social haverá "clima mais favorável" para a volta dos investimentos. Esse processo de maior estabilidade econômica e política e a liberação dos empréstimos devem produzir um início de retomada de crescimento no segmento imobiliário a partir de outubro deste ano, conclui Chap Chap.

Agencia Estado,

29 Julho 2003 | 16h00

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