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Atividade da indústria paulista cai 0,8% em junho, aponta Fiesp

A queda de 2,7% nas vendas foi o que mais pesou no resultado; para a entidade, porém, há percepção de redução no nível de incerteza, com o andamento das reformas e estímulos econômicos

Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2019 | 14h11

A atividade da indústria paulista teve queda de 0,8% em junho na comparação com maio, mostra o Indicador de Nível de Atividade (INA), divulgado nesta terça-feira, 30, pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com ajuste sazonal. Na série sem ajuste sazonal, houve recuo de 7,3% e de 5,6% no confronto com junho de 2018. Entretanto, no acumulado de 2019, tem alta de 1,1%.

Conforme a Fiesp, a principal influência para o recuo de 0,8% no mês decorre do declínio de 2,7% nas vendas reais e de retração de 0,1% das horas trabalhadas pela produção. Já os salários médios reais e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada subiram 0,6% e 0,4%, respectivamente. 

O segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz, afirmou que, apesar da queda do INA em junho, há percepção da redução do nível de incerteza com a aprovação de reformas e estímulos econômicos, que tendem a colaborar para um desempenho melhor da indústria paulista no segundo semestre.

Ele citou, além da aprovação da reforma da Previdência em primeiro turno na Câmara, outras reformas em andamento, como a tributária e a da liberdade econômica, e ações de estímulos econômicos, como a liberação do saldo das contas ativas e inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

"Essas medidas são essenciais para que a indústria paulista tenha um segundo semestre melhor. Sem essas ações, na melhor das hipóteses, iremos repetir o resultado do ano passado", disse.

O indicador Sensor Fiesp sinaliza para a continuidade do quadro de fraqueza da indústria paulista em julho. A pesquisa Sensor deste mês seguiu pelo terceiro mês consecutivo abaixo dos 50 pontos ao marcar 47,5 pontos, queda de 1,5 pontos, na leitura com ajuste sazonal.

Diante da provável aprovação da reforma da Previdência e da redução do nível de incerteza, o setor industrial deverá ganhar tração ao longo do segundo semestre, estima em nota a entidade.

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