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Ativistas acusam agência da ONU de favorecer os ricos

A agência das Nações Unidas responsável pela verificação e controle da propriedade intelectual está tomada por interesses corporativos em detrimento do desenvolvimento econômico e dos direitos humanos nos países pobres, denuncia um grupo de ativistas. "Os detentores de direitos muitas vezes dizem que seus direitos são absolutos. Nós argumentamos que há muito interesse público envolvido na questão da propriedade intelectual, das patentes, dos direitos de cópia e das marcas comerciais e que isto deve ser levado em consideração", afirmou Jim Murray, diretor da Organização de Consumidores Europeus.Cerca de 200 especialistas, entre consumidores, comerciantes, funcionários governamentais e acadêmicos participam de uma conferência de dois dias para analisar o futuro da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO, na sigla em inglês), uma agência da ONU com base em Genebra. A conferência não está sendo realizada pela WIPO, mas muitos de seus membros participam dela. Um comunicado da WIPO afirma que a organização é "dedicada a ajudar a garantir que os direitos de criadores e detentores de propriedades intelectuais sejam protegidos mundialmente e que inventores e autores sejam reconhecidos e premiados por sua genialidade".Discussões sobre as futuras direções da WIPO deverão ocorrer no final deste mês durante a Assembléia-Geral da ONU, depois que o Brasil apresentou uma resolução solicitando um tratado global para assegurar o acesso livre de todas as nações à tecnologia e ao conhecimento.

Agencia Estado,

13 de setembro de 2004 | 19h32

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