Ativistas realizam protestos contra a cúpula do G-20

Manifestações já têm início em alguns pontos pelo mundo, como na Alemanha e nas Filipinas

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

24 de setembro de 2009 | 10h36

Manifestantes protestam em Manila, nas Filipinas. Foto: Bullit Marquez/AP

 

Ativistas prometeram uma recepção inflamada para os líderes das economias do Grupo dos 20 maiores países industrializados e em desenvolvimento (G-20) que se reúnem em Pittsburgh nesta quinta, 24, e sexta-feira, com facções anarquistas ameaçando realizar uma marcha no local do encontro. E as manifestações já tiveram início pelo mundo, com protestos em Frankfurt, na Alemanha, e em Manila, nas Filipinas.

 

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Para se preparar para os protestos nos EUA, as autoridades da cidade compraram mil tubos de gás lacrimogêneo, segundo o porta-voz de um grupo de resistência, membros do serviço secreto inspecionaram o local do encontro e policiais foram posicionados na região.

 

"A compra de gás lacrimogêneo é algo que deixa as pessoas preocupadas com o que fazer caso sejam atingidas pelo gás", afirmou Noah Williams, porta-voz do Projeto de Resistência ao G-20 de Pittsburgh.

 

A marcha do grupo, convocada em provocação aberta às autoridades, pode resultar em uma situação explosiva, disse Michael Healey, advogado de direitos civis que representa 14 ativistas ambientais que foram detidos ontem. "O meu receio na marcha é a reação exagerada das autoridades e de alguns dos manifestantes mais jovens. É uma mistura tóxica."

 

Casos

 

Moradores de Pittsburgh que se reuniram em um parque ontem no final da tarde para um concerto e uma manifestação estavam otimistas de que a cidade não seria abalada pela violência vista em encontros como este no passado.

 

Em um dos casos mais notórios nos EUA, em 1999, no encontro da Organização Mundial do Comércio em Seattle, anarquistas em uma multidão de 40 mil pessoas entraram em confronto com a polícia. Também houve violência no mais recente encontro do G-20 em Londres, e a polícia britânica foi criticada após imagens filmadas durante a demonstração mostrarem um policial batendo em uma mulher, que posteriormente morreu.

 

"Estamos todos nervosos com isso", disse Jan Moravec, de 86 anos, ativista ambiental no concerto no parque. "É tudo que ouvimos no último mês. Quando a sexta-feira à noite chegar e virmos todos os líderes mundiais indo embora, ficaremos aliviados."

 

Algumas empresas pequenas preferiram não arriscar e muitas planejam ficar fechadas durante o encontro de dois dias. Algumas lojas cobriram as janelas com tábuas no distrito empresarial, no centro da cidade.

 

Greenpeace

 

O Greenpeace deu início aos protestos contra o G-20 ontem, com ativistas suspensos em uma ponte no coração da cidade e estendendo uma grande faixa com os dizeres "Perigo. Destruição climática adiante". Catorze manifestantes foram detidos.

 

"Eu tenho conhecimento de que eles foram acusados de conspiração, transgressão e posse de instrumentos de crime, que seria o equipamento deles de alpinismo - as cordas e mochilas", disse Healey, advogado dos ativistas detidos.

 

Membros do serviço secreto dos EUA conduziram durante a madrugada uma varredura no centro da conferência e na área ao redor, e diversos policiais e unidades de materiais perigosos foram posicionados em locais próximos. As informações são da Dow Jones.

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