Ativos da PT em Portugal atraem novos interessados

Bayard Gontijo, presidente da Oi, disse que as propostas podem melhorar e que não há pressa para a venda

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2014 | 02h04

Os ativos portugueses da Portugal Telecom (PT) continuam atraindo interessados. Depois das propostas formalizadas pela operadora francesa Altice, de 7,025 bilhões, e do consórcio formado entre os fundos Apax Partners e Bain Capital, de 7,075 bilhões, a empresa Correios de Portugal (CTT) sinalizou ontem, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que "tem discutido com potenciais parceiros de telecomunicações (incluindo a PT) possibilidades de negócios em comum".

A empresa portuguesa informou que irá acompanhar o processo de venda da PT para "analisar oportunidades que façam sentido no desenvolvimento das suas áreas de negócio". No entanto, não tomou "qualquer decisão sobre tais oportunidades".

Bayard Gontijo, presidente da Oi, afirmou que, apesar de ter duas propostas pelos ativos da PT em Portugal, as negociações continuam e as ofertas "podem melhorar". "Nosso compromisso é gerar o máximo possível em valor aos nossos acionistas. Nós temos propostas, são interessantes, mas podem melhorar", disse em teleconferência com analistas.

No início da semana, a Oi também recebeu uma oferta da empresária angolana Isabel dos Santos para aquisição da holding PT SGPS, que reúne os ativos não operacionais da PT, como a fatia de 25,6%, e a dívida de 897 milhões contraída pelo investimento na Rioforte. Essa proposta, contudo, foi rejeitada pela Oi. Segundo Bayard, a oferta propôs a alteração de alguns termos da fusão com a Portugal Telecom SGPS. "Não estamos dispostos a mudar nada no processo", afirmou.

O discurso defendido pela Oi é o de que não há pressa para a conclusão da venda dos seus ativos, apesar da necessidade de que esse processo ocorra para o andamento da consolidação do setor de telecomunicações no Brasil. "Não quero colocar um 'deadline' (prazo), não estamos preocupados com o tempo."

Com alto endividamento, a Oi vai usar os recursos da venda de ativos para fazer uma oferta conjunta pela TIM Brasil, em parceria com a Claro e Vivo. O executivo descartou recorrer ao mercado de capitais para financiar a proposta. Entre os ativos, citou as operações de Portugal, África e ativos no Brasil, como torres.

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