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Atlantica Hotels: ‘Existe muita oportunidade para converter hotéis sem bandeira’

Eduardo Giestas, presidente da maior rede de hotelaria de capital nacional, vê oportunidades para expansão apesar da crise

Fernando Scheller, O Estado de S. Paulo

31 de agosto de 2020 | 05h00

Maior rede de hotelaria de capital nacional, a Atlantica sabe que o mercado de hospedagem não vai se recuperar rapidamente, mas mesmo assim vê uma chance para sair da crise mais fortalecida. A estratégia, segundo Eduardo Giestas, presidente da empresa, é apostar na conversão de hotéis independentes – que hoje ainda representam 60% do setor. “Temos 22 bandeiras. Então consigo equilibrar o perfil de cada empreendimento a uma de nossas marcas”, diz o executivo.

Atualmente, a Atlantica Hotels tem cerca de 130 hotéis – e, apesar da pandemia, mantém o objetivo de chegar a um total entre 240 e 250 empreendimentos em cinco anos. Com 54 novos empreendimentos com contratos já assinados, a companhia quer acelerar as conversões para conseguir cumprir a meta. “Temos realizado entre 9 e 10 conversões por ano”, diz o executivo, que tem visto uma aceleração dessas negociações durante a pandemia.

Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista: 

Em meio à forte queda das hospedagem, quais alternativas a empresa tem para pensar em crescimento?

Hoje, 60% dos hotéis do Brasil são independentes. Nosso objetivo é converter hotéis sem bandeira e hotéis de redes menores. Mas esse processo tem de ser feito com cuidado, para ver qual é a melhor bandeira que se aplica a cada caso. Tenho flexibilidade para fazer isso porque concentro 22 marcas. Além disso, apesar do momento que estamos passando, há uma retomada no setor imobiliário para a construção de novos empreendimentos de hospedagem.

A empresa reviu planos de expansão?

Temos hoje mais de 130 hotéis e trabalhamos para chegar a algo a 240 ou 250 em cinco anos. Há hoje 54 projetos de hotéis greenfield (novas construções) na rede. Além disso, temos feito entre 9 e 10 conversões por ano. Há ainda a possibilidade de comprarmos outras redes, como aconteceu com a Vert, de Minas Gerais, que nos trouxe 22 hotéis em operação e outros 22 projetos.

A maior parte das aberturas vai ser em hotéis econômicos?

Sim, principalmente nos mercados secundários – de 500, 600 mil habitantes. Podemos desenvolver nossas bandeiras budget e econômica, com contratos de gestão muito mais leves. Esse segmento pode chegar a 25% ou 30% de participação dentro de cinco anos. Mas a gente também vê oportunidades no segmento de luxo, em grandes mercados, para hotéis como o Radisson Collection. 

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