André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Ato de policiais contra reforma da Previdência gera quebra-quebra no Congresso

Manifestantes tentaram entrar no prédio da Câmara dos Deputados, mas foram impedidos pela segurança legislativa; deputado diz que seis policiais foram presos

Eduardo Rodrigues e Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2017 | 16h46

BRASÍLIA - Um protesto de policiais civis contra a reforma da previdência provocou tumulto e quebra-quebra nesta terça-feira, 18, no prédio do Congresso Nacional. O deputado Lincoln Portela (PRB-MG) disse que, pelo menos, seis policiais foram detidos.Segundo o parlamentar, seriam dois policiais rodoviários federais, dois federais e pelo menos dois policiais civis detidos na delegacia interna da Câmara.

Os manifestantes tentaram entrar no prédio da Câmara dos Deputados pela chapelaria - um dos principais acessos de parlamentares, imprensa e público em geral. Eles são de sindicatos da polícia civil de pelo menos cinco Estados: Minas Gerais, Ceará, Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina.

O acesso do grupo ao prédio foi impedido pela segurança legislativa e o confronto teve início com a presença, inclusive, da tropa de choque. Foram lançadas bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta, muitas pessoas estão passando mal e os manifestantes quebraram os vidros da chapelaria.

O acesso ao prédio do Senado foi trancado e o plenário da Câmara dos Deputados, onde está prevista a votação na tarde de hoje do projeto de recuperação fiscal dos Estados, também foi fechado.

Depois do quebra-quebra na chapelaria, os policiais deram a volta no espelho d'água e subiram a rampa do Congresso para tentar invadir o Salão Negro. A tropa de choque da Polícia Legislativa conseguiu conter o grupo fora do prédio, evitando mais danos ao patrimônio público. 

Um grupo de manifestantes foi recebido na liderança do governo para uma conversa com o relator da reforma da Previdência, o deputado Arthur Maia (PPS-BA). Segundo Lincoln Portela, o grupo está frustrado com a proposta, que chamou de "colcha de retalhos". O parlamentar afirmou que a categoria está há meses negociando, mas sem sucesso.

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