Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Ato pelo Dia do Trabalho no Rio tem princípio de confusão

Cerca de 15 pessoas se envolveram em uma briga na escadaria da Câmara; segundo a CUT, tumulto começou após homem favorável à monarquia fazer comentários racistas

Constança Rezende, O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2017 | 13h31

RIO - Houve princípio de confusão na manifestação em homenagem ao Dia do Trabalhador e contra a reforma trabalhista e repressão policial à greve geral, na Cinelândia, no centro do Rio. Por volta de 13h, cerca de 15 pessoas se envolveram em uma briga na escadaria da Câmara dos Vereadores. 

Manifestantes assustados correram da confusão. Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio, Marcelo Rodrigues, a briga teria começado quando um homem a favor da volta da monarquia fez comentários racistas contra outros manifestantes. O grupo retirou o homem da escadaria, sob protestos. Depois disso, os ânimos se acalmaram.

A Cinelândia está lotada por integrantes de movimentos sindicais, como CUT, Associação de Servidores da Fiocruz, Movimento dos Sem-Terra, e partidos como PCdoB. Um grupo de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais também prestam auxílio ao evento. São 50 profissionais de saúde prontos para atender manifestantes caso haja alguma emergência. 

Os grupos começaram a se reunir por volta das 11h, em torno de um carro de som. Eles levam faixas contra o governo Temer e gritam palavras de ordem como "pode reprimir / esse governo vai cair".

Protesto. Uma jovem distribuiu rosas aos policiais militares que estão de plantão no entorno da manifestação pelo Dia do Trabalho e contra a reforma trabalhista, na Cinelândia, centro do Rio. A imagem da moça foi compartilhada nas redes sociais com a legenda: “Os PMs, ao contrário do prefeito de SP, João Dória, não jogaram as rosas no chão”, em referência à atitude do prefeito diante de protesto neste domingo, 30. A jovem não quis dar entrevista sobre seu ato. Segundo pessoas que a acompanhavam, ela é católica, pegou as flores numa igreja e teve a ideia de entregá-las aos policiais. Enquanto os PMs recebiam as rosas, manifestantes gritavam: “Flores no lugar de bombas”.

 

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