Atraso em obras pode causar colapso nos aeroportos na Copa

Ministro dos Esportes lembrou que algumas obras têm previsão de serem entregues no ano dos jogos

Carol Pires, da Agência Estado,

23 de dezembro de 2009 | 14h50

O ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse, em entrevista coletiva, que pode haver um colapso nos aeroportos em 2014, ano da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, caso o cronograma de obras e reformas da Infraero sofra algum atraso. De acordo com o ministro, algumas das obras do cronograma de investimentos para a Copa de 2014 têm previsão de serem entregues no ano dos jogos.

 

"O cronograma da Infraero é absolutamente justo, é um cronograma que tem que ser cumprido religiosamente sob pena de vivermos um colapso na Copa de 2014", ressaltou o ministro, sem informar, porém, quais obras são estas. A reportagem entrou em contato com a Infraero e aguarda retorno.

 

O ministro observou ainda que, com a superação da crise financeira e a perspectiva de crescimento econômico, a demanda nos aeroportos deve crescer bastante até 2014. Além disso, afirma o ministro, no Brasil, "diferentemente da Alemanha", as pessoas não devem viajar de uma cidade sede para outra de trem ou de carro, por causa do tamanho do Brasil.

 

O ministro Orlando Silva também criticou o orçamento de 2010 para o ministério dos Esportes, aprovado ontem pelo Congresso Nacional. Durante a votação, pressionado pelos partidos de oposição, o relator do projeto, deputado Geraldo Magela (PT-DF), retirou do texto todas as emendas de sua autoria destinadas para investimentos em vários setores e redistribuiu o dinheiro proporcionalmente entre as bancadas estaduais.

 

De acordo com o ministro, com esta alteração, os investimentos para infraestrutura esportiva, antes previstos no projeto em R$ 200 milhões, caiu para apenas R$ 8 milhões. Segundo o ministro este dinheiro seria importante para a preparação do país para os Jogos Olímpicos de 2016.

 

"Por causa de uma pressão, uma chantagem da oposição - porque a oposição chantageou o governo ameaçando derrubar a votação do congresso - o resultado foi, no nosso caso, uma mexida no orçamento que vai atrapalhar a preparação do Brasil para os jogos olímpicos de 2016", criticou Silva.

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