Atraso marca experiência brasileira com petroleiros

O Brasil nunca construiu antes uma sonda de perfuração para águas ultraprofundas, mas já tem experiência com petroleiros. E a experiência é de atraso. O primeiro dos 22 navios encomendados pela Transpetro ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco, o João Cândido, foi entregue dois anos depois do prazo, empurrando todo o cronograma para frente. Outros 12 navios estão hoje com contratos suspensos.

RIO, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2012 | 02h06

O presidente da Transpetro, Sergio Machado, disse na sexta-feira que a solução virá nos próximos meses. Ele reconhece que a retomada da indústria naval, parada durante vários anos, é difícil. "Mas já está acontecendo", diz.

O contrato para as 22 embarcações somava R$ 7 bilhões. O acordo foi parcialmente suspenso em maio, após saída do parceiro tecnológico do estaleiro, a coreana Samsung, o que só poderia atrasar mais o cronograma.

Foram mantidos os contratos de apenas seis navios que ainda contariam com a assistência da Samsung, mesmo tendo rompido o acordo. Na sexta-feira, a Transpetro anunciou um acordo com o EAS, em que a Samsung dará apoio a mais quatro navios. Os dez deverão ser entregues até 2016.

Os 12 navios restantes estão com a encomenda suspensa pela Transpetro, a espera de um parceiro que ofereça o projeto de construção. As negociações estão em andamento com o japonês IHI Marine United, que substituiu a Samsung na gestão do estaleiro em junho.

O Atlântico Sul também tem contratos para a construção de sete sondas de perfuração que serão afretadas à Petrobrás. /S.V.

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