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Tim Sloan/AFP
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Atraso não é pior que aprovar uma reforma da Previdência fraca, diz FMI

Segundo Werner, o que é relevante é 'a força, qualidade e timing da reforma da Previdência'; ministro da Fazenda brasileiro diz que está 'confiante' em votação em fevereiro

Ricardo Leopoldo, correspondente, e Célia Froufe, enviada especial, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2018 | 14h19

NOVA YORK E DAVOS - O diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional, Alejandro Werner, afirmou nesta quinta-feira, 25, que a reforma da Previdência Social é muito importante no Brasil e que "um atraso de 4 ou 5 meses não é tão ruim quanto aprovar uma reforma fraca, às pressas, o que poderia dar sinal de fraqueza".

Segundo Werner, o que é relevante é "a força, qualidade e timing da reforma da Previdência", pois ela terá efeitos de longo prazo para os brasileiros, destacou em teleconferência.

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Na avaliação do diretor do FMI, o Brasil está em processo de recuperação que até surpreendeu de certa forma técnicos do Fundo, o que levou a instituição a elevar as projeções de crescimento do País de 0,7% para 1,1% em 2017 e de 1,5% para 1,9% para este ano.

Em relação a 2019, a previsão aumentou de 2,0% para 2,1%. "A queda da inflação e redução dos juros influenciaram nossa decisão de alterar tais previsões", comentou.

Davos. Enquanto no Brasil o governo tem dificuldades de aprovar uma reforma da Previdência com o aumento da idade mínima entre outros pontos de mudança, as discussões no mundo são incentivar jovens a não dependerem mais do sistema público e a criação de fundos autofinanciáveis. O tema foi debatido hoje no painel "Vamos viver até os 100, nas poderemos sustentar isso?", durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e contou com a participação do ministro da Fazenda do Brasil, Henrique Meirelles.

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Em outra apresentação, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a reforma da Previdência é “muito importante” para a consolidação fiscal durante os próximos anos no Brasil. “É um desafio, claro, como em outros países, mas estou confiante de que será votada agora em fevereiro”, disse durante um painel sobre o crescimento da economia nos países emergentes.

"Enfatizamos que o sistema geral no Brasil cobrirá, com a reforma, toda a população, mas em bases iguais e mais justas para o setor público e privado e que o setor publico já passe a ter um sistema autofinaciável para quem ganha mais", descreveu Meirelles. 

A diferença, de acordo com o ministro, é que no Brasil existe a garantia de um sistema geral com financiamento público para todos. "Mas com idade mínima, com um sistema mais balanceado e equilibrado com a sustentabilidade fiscal", pontuou.

Eleição. No mesmo painel, Meirelles avaliou que o caminho traçado nos últimos meses pelo governo pode ajudar os eleitores a decidirem o rumo político na corrida presidencial em 2018.

Para o ministro, a população sofreu uma das piores experiências dos últimos anos - que levou a uma recessão econômica - em função da implantação de políticas macroeconômicas alternativas. Agora, afirmou Meirelles, há um trabalho sendo feito em várias frentes, com ênfase na área fiscal. 

Ele apontou que o País agora está crescendo e que vagas de empregos começaram a ser geradas novamente. Ele repetiu a projeção de geração de 2,5 milhões de postos de trabalho em 2018. “Acho que tudo isso ajuda a decisão dos eleitores.”

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A primeira pergunta feita pela moderadora ao ministro brasileiro - participaram também do painel autoridades financeiras da África do Sul, China, Rússia, Turquia e Nigéria - foi sobre um possível descontentamento em relação à projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico. Ele disse acreditar que essas estimativas serão revisadas para cima, não apenas pela instituição, mas também pelos economistas, que já começaram a rever seus números. “E a razão para isso é que a economia mostrou um ritmo mais rápido de recuperação, após passar pela maior recessão da sua história”, enfatizou.

A projeção do governo é de expansão de 1,1% em 2017 e de 3% em 2018. “Agora estamos na retomada e isso vai continuar em 2018”, afirmou.

"Enfatizamos que o sistema geral no Brasil cobrirá, com a reforma, toda a população, mas em bases iguais e mais justas para o setor público e privado e que o setor publico já passe a ter um sistema autofinaciável para quem ganha mais", descreveu. A diferença, de acordo com o ministro, é que no Brasil existe a garantia de um sistema geral com financiamento público para todos. "Mas com idade mínima, com um sistema mais balanceado e equilibrado com a sustentabilidade fiscal", pontuou.

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