'Atravessamos o deserto da estagnação', diz Lula

Ao lançar política industrial, presidente evoca empresários e cientistas dizendo que 'a terra fértil já está à vista'

Carolina Ruhman e Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

12 de maio de 2008 | 13h54

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira, 12, a mobilização "de todas as nossas energias" para o bom funcionamento da Política de Desenvolvimento Produtivo e previu uma fase renovada de crescimento econômico. "Atravessamos o deserto da estagnação, a terra fértil já está à vista. Só depende de nós, alcançá-la e conquistá-la", disse durante o evento de apresentação da nova política, no Rio.   "Vamos todos juntos, governo, empresários, trabalhadores, técnicos, cientistas, enfrentar esse desafio. É isso que nós, o governo, queremos. É isso que queremos de vocês. E, certamente, é isso que o Brasil quer de todos nós", arrematou o presidente.   Veja também: Parte da política industrial vai como MP, diz Lula Política industrial terá quatro metas para os próximos 2 anos Política industrial traz renúncia fiscal de R$ 21,4 bilhões Precisamos investir mais e melhor, diz Miguel Jorge Aumento da exportação não é fácil, mas factível, diz Coutinho Críticas à política industrial são naturais, diz Bernardo Nova política é enorme e fantástica, diz Gabrielli   Lula também declarou que o aumento da demanda por alimentos da China, Índia e África é uma oportunidade para o Brasil. Seguido de aplausos, ele avaliou: "Estamos diante de uma oportunidade e não vamos desperdiçá-la"."Alguns se assustam, mas o Brasil não", acrescentou. Segundo o presidente, o País tem um grande potencial agrícola e mineral, e as fronteiras de expansão produtiva ainda não estão esgotadas. "Isso multiplica as nossas oportunidades", avaliou.   Política industrial   De acordo com Lula, a nova política tem como objetivos ampliar o investimento e a produção, "para atender ao mercado interno em expansão", reduzir a desigualdade, ampliar o acesso a bens e serviços de qualidade, desenvolver a mão-de-obra, fomentar a infra-estrutura de pesquisa e fortalecer a inserção externa das empresas nacionais.   O presidente chamou atenção para os investimentos feitos pela Vale no Canadá e destacou a necessidade de aumentar os investimentos em regiões como a América Latina e a África. "Temos muito mais coisa para fazer, basta que nós acreditemos." Lula lembrou o PAC da Ciência e Tecnologia, lançado em novembro do ano passado. "Eu acho importante a gente saber que tem esses R$ 41 bilhões e precisamos desovar corretamente esses R$ 41 bilhões para fazer a revolução tecnológica que tanto nós precisamos", afirmou.  

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