AP Photo/Andrew Harnik
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Atritos emergem em encontro anual do G-7

Há diferenças profundas entre as sete economias mais ricas em assuntos como comércio global, Brexit e incêndios na floresta amazônica

Reuters, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2019 | 21h30

Biarritz (França) - Atritos emergiram entre os países do G-7, grupo das maiores economias do planeta , neste sábado, 24, mesmo antes de seus líderes se reunirem para uma cúpula anual em Biarritz, expondo diferenças profundas em assuntos como comércio global, Brexit e resposta aos incêndios na floresta amazônica.

O presidente da França, Emmanuel Macron, anfitrião do evento, planejou o encontro de três dias como uma chance de unir um grupo de países ricos que lutou nos últimos anos para falar a uma só voz.

Macron definiu uma agenda para o grupo – França, Reino Unido, Canadá, Alemanha, Itália, Japão e EUA – que inclui defesa da democracia, igualdade de gênero, educação e meio ambiente. Ele convidou líderes asiáticos, africanos e latino-americanos a se unirem para um impulso global sobre essas questões.

No entanto, em uma avaliação sombria das relações entre aliados outrora próximos, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse que está ficando “cada vez mais” difícil encontrar um terreno comum.

“Esta é outra cúpula do G-7, que será um teste difícil de unidade e solidariedade do mundo livre e de seus líderes”, disse ele a repórteres antes do encontro de Biarritz. “Este pode ser o último momento para restaurar nossa comunidade política.”

Trump levou a cúpula do G-7 do ano passado a um fim deprimente, saindo do encontro no Canadá mais cedo e rejeitando o comunicado final.

“Até agora, tudo bem”, disse Trump durante um almoço com Macron, afirmando que os dois têm um relacionamento especial. “Vamos conseguir muito neste fim de semana.”

Macron listou questões de política externa que os dois abordariam, incluindo Líbia, Síria e Coreia do Norte, acrescentando que eles compartilhavam o mesmo objetivo de impedir o Irã de obter armas nucleares.

No entanto, os sorrisos iniciais não conseguiram disfarçar suas abordagens opostas a muitos problemas, incluindo a questão complicada do protecionismo e dos impostos.

Antes de chegar a Biarritz, Trump repetiu a ameaça de taxar vinhos franceses em retaliação ao novo imposto da França sobre serviços digitais, que ele afirma que mira injustamente companhias norte-americanas.

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