Atriz de Kill Bill protesta na Casa Branca contra o gás de xisto

Daryl Hannah participou com ambientalistas de manifestação contra sistema de extração

EFE,

22 de agosto de 2013 | 16h56

WASHINGTON - Centenas de ambientalistas, entre eles a estrela de cinema  Daryl Hannah, do filme 'Kill Bill', participaram de uma manifestação em frente à Casa Branca nesta quinta-feira, 22, para exigir do presidente Barack Obama a proibição do sistema de fratura hidáulica usado na extração de gás de xisto em áreas federais e reservas indígenas.

A exploração de gás de xisto vem provocando uma revolução na economia americana, reduzindo o preço da energia para as indústrias. A reserva americana de gás de xisto é estimada em 2,7 trilhões de metros cúbicos e segundo especialistas vai mudar o panorama mundial no setor de energia.

Mas os ambientalistas discordam do sistema de extração por fratura hidráulica, conhecido como 'fraking', que apresenta risco de contaminação de fontes de água potável.

A fratura hidráulica consiste na injeção de grandes volumes de água a profundidades superiores a três quilômetros para liberar gás.

Boom econômico. O sistema se converteu em poucos anos em responsável pela extração de quase um terço do gás produzido nos Estados Unidos e provocou um boom econômico em zonas rurais do país. 

"Ao permitir o fracking em terrenos públicos, o governo está participando de uma forma de corrupção legalizada que contamina a nossa democracia e solapa o interesse nacional", explicou Hannah, atriz famosa por seu envolvimento em causas ambientais.

A atriz, que foi presa em fevereiro passado durante outro protesto contra a construção do oleoduto Keystone, criticou o governo por sacrificar terrenos públicos em favor de benefícios privados das indústrias de ener´ias fósseis.

O protesto, organizado pelo grupo 'americanos contra o Fracking', seguiu em passeata até a sede do escritório federal de gestão de terras, onde apresentou um abaixo assinado com quase 650 mil assinaturas alertando o governo para os efeitos negativos da técnica que seria uma "ameaça ao ar, à nossa saúde e água".

"Muitos de nós trabalhamos duramente para que o presidente Obama fosse eleito para proteger o povo americano. Agora é o momento para que ele represente aqueles que o elegeram", afirmou David Braun, do coletivo United for Action.

 

Braun defendeu um modelo de crescimento sustentável e lamentou que o uso do "fracking" está eliminando empregos de setores como o turismo e a agricultura em favor da indústria que provoca contaminação.

Perto de áreas de extração, moradores denunciam presença de gás no encanamento de água:

 

Leis ambientais. Apesar do Departamento de Interior ter elevado recentemente os requisitos e normativas referentes ao meio ambiente para regular o uso da nova técnica de extração, os ecologistas consideram que a legislação deveria ser mais rigorosa.

Eles também querem a proibição total do seu uso em áreas federais e reservas indígenas devido aos riscos de contaminação do solo e da água por produtos químicos utilizados no processo.

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