Atuação de fundos dificulta melhora do perfil da dívida do País

O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, avaliou hoje que a tendência nos próximos meses é de que haja um reflexo mais intenso da melhora geral da economia brasileira no perfil da dívida pública.Levy reconheceu que o ambiente de procura de maior liquidez (ativos com maior facilidade de negociação) no mercado financeiro, principalmente por parte dos fundos de investimentos, atrapalha uma melhora mais rápida, dado que os papéis mais procurados são o de curto prazo e com juros pós-fixados. Mesmo com a liquidez maior, ressaltou o secretário, o Tesouro vem conseguindo vender grande quantidade títulos prefixados. Em setembro, as emissões desse tipo de papel superaram em R$ 6 bilhões os resgates.Levy também reconheceu que a emissão maior, nos últimos meses, de títulos prefixados, porém de prazos mais curtos, gerou um aumento da concentração de vencimentos de títulos a serem pagos nos próximos 12 meses.Mas salientou que esse aumento vem ocorrendo porque o Tesouro está emitindo maiores quantidades de títulos prefixados, considerados melhores para o perfil da dívida já que têm uma menor sensibilidade à variação da taxa de juros. "Não podemos querer tudo ao mesmo tempo", justificou o secretário.Conta investimentoSegundo Levy, a procura por liquidez está associada ao início da conta investimento. Ao invés de comprar títulos do Tesouro, os fundos, por segurança nesse início da conta investimento, têm procurado aplicar os seus recursos em operações do mercado aberto de curtíssimo prazo.

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