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Atual preço do petróleo ainda viabiliza pré-sal, diz Gabrielli

Presidente da estatal diz que produção no local com a tecnologia já conhecida seria 'altamente rentável'

Gustavo Nicoletta e André Magnabosco, da Agência Estado

05 de dezembro de 2008 | 13h40

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou nesta sexta-feira, 5, que o atual patamar de preços do petróleo não é uma preocupação para a Petrobras em relação aos investimentos que serão feitos na camada do pré-sal . Os futuros do petróleo atingiram o menor nível em quase quatro anos nesta sexta, após o relatório de emprego nos EUA (payroll) mostrar um corte no número de vagas superior às expectativas do mercado. Isso sinaliza para a gravidade da recessão econômica no maior consumidor mundial de petróleo, de acordo com traders.   Veja também:    O caminho até o pré-sal  Mapa da exploração de petróleo e gás   Às 12h28 (de Brasília), o contrato do petróleo para janeiro negociado na Nymex caía US$ 0,83, ou 1,90%, para US$ 42,84 o barril, com mínima de US$ 42 o barril - menor preço desde 4 de janeiro de 2005. Em Londres, o petróleo tipo Brent recuava US$ 0,64, ou 1,51%, para US$ 41,64 o barril.   Segundo Gabrielli, a produção no local com a tecnologia já conhecida pela estatal seria "altamente rentável". "Os bancos e a imprensa têm ficado muito preocupados com qual é o custo mínimo do petróleo para justificar a produção do pré-sal. Para nós esse não é o problema. Quero dizer que os preços atuais não são um limite para a produção do pré-sal."   Os participantes do mercado agora acreditam que uma queda nos preços para abaixo de US$ 40 o barril é inevitável. "Eu não vejo nenhum suporte significativo entre onde estamos agora e os US$ 40", disse Jim Ritterbusch, presidente da consultoria Ritterbusch & Associates.   Os receios dos investidores sobre a queda na demanda e a recessão econômica mundial devem nortear as negociações de petróleo nos próximos dias, pelo menos até 17 de dezembro, data em que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se reunirá em Oran, na Argélia, para discutir um possível corte na produção.   Avanço dos estudos   O executivo destacou que a principal preocupação da companhia está relacionada ao avanço de estudos referentes à viabilidade da utilização desse petróleo. "Temos que desenvolver novas tecnologias de produção. Precisamos resolver problemas de logística, problemas de corrosão e seqüestro de carbono e também o que faremos com esse volume significativo de gás".   Gabrielli cogitou que o transporte de gás natural a partir de gasoduto pode não ser viável, devido à topografia da região. "Talvez tenhamos que construir unidade de liquefação flutuante", afirmou, durante apresentação no 13º Encontro Anual da Indústria Química, promovido pela Abiquim.   Devido à necessidade de desenvolver alternativas tecnológicas para o pré-sal, Gabrielli afirmou que a produção no local deverá ter início com base em tecnologias já conhecidas pela estatal. "Começaremos a produção (no pré-sal) até 2013 ou 2014 com o sistema que já conhecemos. No final de março de 2009 começaremos um teste de longa duração e nos finais de 2010 começaremos o primeiro projeto-piloto", afirmou. Outras etapas piloto serão antecipadas entre 2012 e 2013.   Nas áreas de Tupi, Iara e Jubarte, a Petrobras já detectou volumes de óleo recuperáveis cujas estimativas variam de 9,5 bilhões de barris a 14 bilhões de barris.

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