Audiência entre Chery e trabalhadores em greve termina com acordo parcial

Apenas parte das reivindicações dos grevistas foi atendida pela montadora; sindicato decide amanhã sobre paralisação que completou um mês hoje

Chico Siqueira, especial para o Estado , O Estado de S. Paulo

06 Maio 2015 | 15h15

CAMPINAS - Terminou com um acordo parcial, no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas (SP), a audiência de conciliação entre trabalhadores e diretores da montadora chinesa Chery, cujos 470 funcionários da fábrica instalada em Jacareí, no interior de São Paulo, completaram nesta quarta-feira, 6, um mês de greve. 

Foi a terceira tentativa de acordo na Justiça. Depois de duas horas, a montadora decidiu atender apenas parte das reivindicações da convenção coletiva dos trabalhadores. A proposta será colocada em assembleia na manhã desta quinta-feira, 7, para decisão dos trabalhadores sobre o fim da greve. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros, a empresa manteve a proposta de aumento do piso salarial para R$ 1.850,00 e propôs reduzir a jornada de trabalho de 44 para 42 horas em dois anos e continuar a redução até chegar às 40 horas pleiteadas pelos trabalhadores. 

Também foram aprovadas compensação de quatro dias (sábados) e estabilidade de 90 dias para os grevistas, e estabilidade até a aposentadoria para os trabalhadores lesionados, além de ampliação do convênio médico para dependentes e redução a zero dos descontos de medicamentos.

No entanto, reivindicações importantes relacionadas às horas extras, adicionais e ampliação da licença-maternidade de 120 para 180 dias, não foram acordadas. Também ficou acordada a formação de dois grupos de estudos, um para avaliar a terceirização ilícita de 60 trabalhadores da seção de manuseio e outro para montar e aprovar a estruturação de cargos salários, a exemplo do que ocorre em outras montadoras.

As propostas serão colocadas em assembleia na manhã desta quinta-feira para aprovação ou não da continuidade da greve. A audiência foi presidida pela desembargadora Gisela Rodrigues Moraes, vice-presidente do TRT-15 do Estado de São Paulo.

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