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Audiência sobre extradição da Cacciola dura mais de 2 horas

Ex-banqueiro, que está preso em Mônaco desde setembro, chegou ao Tribunal escoltado por policiais

Andrei Netto, de O Estado de S. Paulo,

19 de fevereiro de 2008 | 12h54

Já durava mais de duas horas e meia a audiência do Tribunal de Apelações da Justiça do Principado de Mônaco para decidir sobre o processo de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Os três juízes do tribunal estavam ouvindo, por volta das 13 horas, os argumentos da defesa e da Procuradoria Geral, que pede a extradição, e devem tomar uma decisão nesta terça-feira, 19. Ainda não há certeza se o veredicto será anunciado nesta terça ou longo dos próximos sete dias, mas a decisão ainda dependerá do aval do príncipe Albert II.   Cacciola, que está preso em Mônaco há cinco meses (desde 15 de setembro), chegou de camburão ao Tribunal de Apelações, escoltado por policiais, no início da tarde. O seu advogado, Frank Michel, disse que estava otimista quanto à decisão e informou que insistiria na defesa da tese de que o julgamento que condenou Cacciola a 13 anos de prisão no Brasil foi marcado por irregularidades e por isso seu cliente não devia ser extraditado.   O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma, que acompanha o processo, sustentou, em entrevista, que o processo que resultou na condenação do ex-banqueiro não tem falhas do ponto de vista técnico e formal. Por isso, declarou-se otimista com o desfecho do caso , afirmando que, se a extradição foi concedida, Cacciola poderá ser transferido para o Brasil em 20 dias.

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