Sidney Oliveira/Agência Pará - 38/3/2015
Sidney Oliveira/Agência Pará - 38/3/2015

Auditor aposentado José Barroso Tostes Neto será o novo chefe da Receita

Ele vai substituir Marcos Cintra, que deixou o cargo em meio à polêmica sobre a recriação de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da extinta CPMF

Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2019 | 12h22
Atualizado 20 de setembro de 2019 | 17h05

O auditor fiscal aposentado José Barroso Tostes Neto será o novo secretário especial da Receita Federal. Ele vai substituir Marcos Cintra, que deixou o cargo na semana passada em meio à polêmica sobre a recriação de um imposto sobre movimentações financeiras, nos moldes da extinta CPMF.

Considerado um quadro técnico para o posto, Tostes Neto atuou pela Receita Federal entre 1982 e 2011 na Região Norte do País e deixou o cargo de auditor para assumir a secretaria da Fazenda do Pará, no segundo mandato de Simão Jatene (PSDB), entre 2011 e 2015.

Nos últimos quatro anos, Tostes Neto vinha chefiando a equipe de projetos para o desenvolvimento, processamento, negociação e avaliação da gestão fiscal e subnacional do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A indicação de Tostes Neto para a Receita foi bem recebida pelos integrantes do órgão, segundo apurou o Broadcast. Ele é descrito como auditor de carreira com experiência e conhecimento técnico. Outro atributo do novo chefe da Receita, segundo fontes ouvidas pela reportagem, é o trânsito e a habilidade política. Tostes Neto já foi secretário de Fazenda do Pará.

A característica pode ser uma aliada nas discussões da reforma tributária. Segundo outra fonte do governo, a ideia é que ele trabalhe em conjunto com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, que já tem atuado como uma espécie de articulador político da reforma.

Por ter sido secretário de Fazenda, também entende de orçamento, o que pode ajudar no diálogo dentro do próprio Ministério da Economia, de acordo com as fontes ouvidas pela reportagem.

A indicação de um auditor que é respeitado pelos demais integrantes da Receita Federal deve ajudar a apaziguar os ânimos dentro do órgão, cujos integrantes temiam a nomeação de alguém de fora, a exemplo do antecessor, Marcos Cintra.

O nome da economista Vanessa Canado, do Centro de Cidadania Fiscal (CCiF), chegou a ser cogitado para o posto, mas sofria resistência entre os auditores.

O corpo técnico da Receita queria alguém com conhecimento sobre administração tributária para o comando do órgão e rejeitava ser conduzido pelo que era classificado nos corredores como um "aventureiro".

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